<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários em: Cabo-Verdiano, Doutor em Engenharia Mecânica no Brasil, revela sua mágoa “É muito difícil fazer algo na Área Académica com Cabo Verde”	</title>
	<atom:link href="https://www.anacao.cv/noticia/2021/03/22/cabo-verdiano-doutor-em-engenharia-mecanica-no-brasil-revela-sua-magoa-e-muito-dificil-fazer-algo-na-area-academica-com-cabo-verde/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.anacao.cv/noticia/2021/03/22/cabo-verdiano-doutor-em-engenharia-mecanica-no-brasil-revela-sua-magoa-e-muito-dificil-fazer-algo-na-area-academica-com-cabo-verde/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 26 Mar 2021 13:51:06 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Jotta Müller		</title>
		<link>https://www.anacao.cv/noticia/2021/03/22/cabo-verdiano-doutor-em-engenharia-mecanica-no-brasil-revela-sua-magoa-e-muito-dificil-fazer-algo-na-area-academica-com-cabo-verde/#comment-693</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jotta Müller]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 17:48:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacao.cv//?p=129676#comment-693</guid>

					<description><![CDATA[Interessante registro da experiência do Sr. José Joaquim Santos. 

Entretanto, sem tirar o brilho deste registro, como brasileiro e capixaba, lugar onde ele tirou seus estudos e vive, fiquei bastante chocado com seu olhar onde diz: &quot;Esta ideia de que o Brasil recebe os estrangeiros com braços abertos, não é totalmente verdade, quando este estrangeiro é negro e africano”.

Acho perigoso e até injusto fazer este tipo de comentário generalista. Quem estudou um pouquinho das ciências humanas ou mesmo quem já passou dos 30 sabe que nada na vida pode ser analisada com generalização. Discriminações existem em todos os segmentos da sociedade e até intra-segmento.  E isto tem mais ver com a própria estrutura corrompida do ser humano do que questões específicas de culturas, povos, raça, sexo, religião ou cor da pele.

Tenho amigos Caboverdianos que estudaram por aqui que saíram com experiências bem mais positiva do que o sr. JJ.

Cada experiência, seja negativa ou positiva é de ordem pessoal, circunstancial ou até mesmo conjuntural. Na própria UFES tem grupos de brasileiros que se organizaram só para dar apoio aos estudantes africanos. 

Meu registro vai na contramão: a maioria dos meus patrícios demonstram uma grande apreciação e empatia pelos africanos de forma a abrirem suas casas para qualquer africano, achando que são todos gente boa. 

Por causa de algumas experiências desagradáveis com alguns deles, eu tive que os preparar para serem um pouco mais criteriosos. E uma orientação comum era: todos os povos tem gente boa e gente não tão boa assim. O fato de ser africano não quer dizer que são todos pessoas simples e de boa índole. Não abra sua casa para qualquer pessoa só pelo fato de ser africano. 

Eu convivo com africanos desde 1997, dentre eles caboverdianos, e mesmo tendo tido experiências negativas aqui e ali, nem por isto eu digo por aí que Cabo Verde é isto e aquilo. 

O Brasil, como todos os países, tem gente boa e gente nem tão boa assim. Cada um com suas esperiencias e histórias. Mas, sem generalização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante registro da experiência do Sr. José Joaquim Santos. </p>
<p>Entretanto, sem tirar o brilho deste registro, como brasileiro e capixaba, lugar onde ele tirou seus estudos e vive, fiquei bastante chocado com seu olhar onde diz: &#8220;Esta ideia de que o Brasil recebe os estrangeiros com braços abertos, não é totalmente verdade, quando este estrangeiro é negro e africano”.</p>
<p>Acho perigoso e até injusto fazer este tipo de comentário generalista. Quem estudou um pouquinho das ciências humanas ou mesmo quem já passou dos 30 sabe que nada na vida pode ser analisada com generalização. Discriminações existem em todos os segmentos da sociedade e até intra-segmento.  E isto tem mais ver com a própria estrutura corrompida do ser humano do que questões específicas de culturas, povos, raça, sexo, religião ou cor da pele.</p>
<p>Tenho amigos Caboverdianos que estudaram por aqui que saíram com experiências bem mais positiva do que o sr. JJ.</p>
<p>Cada experiência, seja negativa ou positiva é de ordem pessoal, circunstancial ou até mesmo conjuntural. Na própria UFES tem grupos de brasileiros que se organizaram só para dar apoio aos estudantes africanos. </p>
<p>Meu registro vai na contramão: a maioria dos meus patrícios demonstram uma grande apreciação e empatia pelos africanos de forma a abrirem suas casas para qualquer africano, achando que são todos gente boa. </p>
<p>Por causa de algumas experiências desagradáveis com alguns deles, eu tive que os preparar para serem um pouco mais criteriosos. E uma orientação comum era: todos os povos tem gente boa e gente não tão boa assim. O fato de ser africano não quer dizer que são todos pessoas simples e de boa índole. Não abra sua casa para qualquer pessoa só pelo fato de ser africano. </p>
<p>Eu convivo com africanos desde 1997, dentre eles caboverdianos, e mesmo tendo tido experiências negativas aqui e ali, nem por isto eu digo por aí que Cabo Verde é isto e aquilo. </p>
<p>O Brasil, como todos os países, tem gente boa e gente nem tão boa assim. Cada um com suas esperiencias e histórias. Mas, sem generalização.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
