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	Comentários em: Dia Nacional da Talaia Baixo: uma prenda para São Filipe &#8211; autarca	</title>
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		Por: Arlindo Rodrigues		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Arlindo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Apr 2022 12:08:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sou foguense mas enquanto comum dos caboverdeanos que se assumem no todo nacional (de Santo Antão à Brava) também me rigozijo pela elevação do &quot;talaia baixo&quot; à categoria dos géneros musicais reconhecidos pela Assembleia da República como detentores de atributos suficientemente  qualitativos para se integrarem à restrita e distinta &quot;matriz base&quot; da identidade cultural caboverdeana ao ponto de ser institucionalmente  consagrado um DIA NACIONAL específico do seu reconhecimento.
Porém, a modesta abrangência da minha caboverdeanidade (que se estende no todo nacional, de Santo Antão à Brava) faz-me questionar o porquê dos outros géneros musicais (do país no seu todo) por ventura igualmente dotados de qualitativos atributos culturais não serem igualmente consagrados com o reconhecimento dos respetivos dias nacionais. 
Portanto, preferindo não  entrar em pormenor para evitar que o debate se desvirtue porque sei o quão potencialmente  fértil este tema é para instigar discussões de   pendor regionalista senão mesmo bairrista, então, pura e simplesmente, pergunto: 1. estamos perante um simples descuido do Parlamento em analisar/refletir e legislar adequadamente sobre o todo nacional desta matéria ?
2.  estamos perante a preguiça dos cultivadores/produtores e consumidores  identitários desses outros géneros musicais (nos quais me incluo mormente no que à preguiça disser respeito) no TRABALHO de sua qualificação e difusão/promoção e consequente luta/defesa  para o seu competente reconhecimento nacional  ?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou foguense mas enquanto comum dos caboverdeanos que se assumem no todo nacional (de Santo Antão à Brava) também me rigozijo pela elevação do &#8220;talaia baixo&#8221; à categoria dos géneros musicais reconhecidos pela Assembleia da República como detentores de atributos suficientemente  qualitativos para se integrarem à restrita e distinta &#8220;matriz base&#8221; da identidade cultural caboverdeana ao ponto de ser institucionalmente  consagrado um DIA NACIONAL específico do seu reconhecimento.<br />
Porém, a modesta abrangência da minha caboverdeanidade (que se estende no todo nacional, de Santo Antão à Brava) faz-me questionar o porquê dos outros géneros musicais (do país no seu todo) por ventura igualmente dotados de qualitativos atributos culturais não serem igualmente consagrados com o reconhecimento dos respetivos dias nacionais.<br />
Portanto, preferindo não  entrar em pormenor para evitar que o debate se desvirtue porque sei o quão potencialmente  fértil este tema é para instigar discussões de   pendor regionalista senão mesmo bairrista, então, pura e simplesmente, pergunto: 1. estamos perante um simples descuido do Parlamento em analisar/refletir e legislar adequadamente sobre o todo nacional desta matéria ?<br />
2.  estamos perante a preguiça dos cultivadores/produtores e consumidores  identitários desses outros géneros musicais (nos quais me incluo mormente no que à preguiça disser respeito) no TRABALHO de sua qualificação e difusão/promoção e consequente luta/defesa  para o seu competente reconhecimento nacional  ?</p>
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