<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários em: São Nicolau: Entrada de água pelo “Car Deck” pode estar na causa do afundamento do navio Nhô Padre Benjamim	</title>
	<atom:link href="https://www.anacao.cv/noticia/2025/04/15/sao-nicolau-entrada-de-agua-pelo-car-deck-pode-estar-na-causa-do-afundamento-do-navio-nho-padre-benjamim/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.anacao.cv/noticia/2025/04/15/sao-nicolau-entrada-de-agua-pelo-car-deck-pode-estar-na-causa-do-afundamento-do-navio-nho-padre-benjamim/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 15 Apr 2025 15:24:02 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
	<item>
		<title>
		Por: João de Deus		</title>
		<link>https://www.anacao.cv/noticia/2025/04/15/sao-nicolau-entrada-de-agua-pelo-car-deck-pode-estar-na-causa-do-afundamento-do-navio-nho-padre-benjamim/#comment-13318</link>

		<dc:creator><![CDATA[João de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 15:24:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacao.cv/?p=228870#comment-13318</guid>

					<description><![CDATA[O articulista teria prestado um melhor serviço à verdade se, antes de repetir o enredo conveniente dos operadores, tivesse investigado o histórico vergonhoso deste ferro-velho flutuante que atendia pelo nome Nhô Padre Benjamim.

A narrativa de que o navio foi adquirido “em perfeitas condições” em 2015 já seria risível por si só — tratava-se de uma sucata de 35 anos que, na verdade, chegou a Cabo Verde em estado deplorável, vendido como “pechincha de ocasião” por quem sabia bem que a sua reforma seria um poço sem fundo.

Mais ridículo ainda é omitir o episódio bem conhecido do suposto “refit internacional”, onde um dos sócios estrangeiros — um americano com faro aguçado para vigarices tropicais — terá comido o dinheiro da reparação no exterior sem realizar obra nenhuma. O navio voltou a navegar praticamente como veio: com maquilhagem de pintura e promessas ocas.

É bom lembrar que a própria tribulação dava sinais do medo com que operava o Nhô Padre Benjamim, sobretudo nas rotas com carga pesada. A entrada de água pelo car deck não foi um acaso do destino: foi a crónica de um naufrágio anunciado. E se o navio era “único” para esse tipo de transporte em Cabo Verde, talvez devêssemos interrogar por que razão o país se vê dependente de embarcações com meio século de idade para manter o tráfego inter-ilhas.

Um pouco de investigação, em vez de simples reprodução de declarações melancólicas de operadores e capitães em lágrimas, teria poupado o leitor à vergonha de ver mais uma tragédia em alto-mar transformada em acidente inevitável. Não foi. Foi consequência de irresponsabilidade, má fiscalização e ganância. E disso não se pode desviar o foco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O articulista teria prestado um melhor serviço à verdade se, antes de repetir o enredo conveniente dos operadores, tivesse investigado o histórico vergonhoso deste ferro-velho flutuante que atendia pelo nome Nhô Padre Benjamim.</p>
<p>A narrativa de que o navio foi adquirido “em perfeitas condições” em 2015 já seria risível por si só — tratava-se de uma sucata de 35 anos que, na verdade, chegou a Cabo Verde em estado deplorável, vendido como “pechincha de ocasião” por quem sabia bem que a sua reforma seria um poço sem fundo.</p>
<p>Mais ridículo ainda é omitir o episódio bem conhecido do suposto “refit internacional”, onde um dos sócios estrangeiros — um americano com faro aguçado para vigarices tropicais — terá comido o dinheiro da reparação no exterior sem realizar obra nenhuma. O navio voltou a navegar praticamente como veio: com maquilhagem de pintura e promessas ocas.</p>
<p>É bom lembrar que a própria tribulação dava sinais do medo com que operava o Nhô Padre Benjamim, sobretudo nas rotas com carga pesada. A entrada de água pelo car deck não foi um acaso do destino: foi a crónica de um naufrágio anunciado. E se o navio era “único” para esse tipo de transporte em Cabo Verde, talvez devêssemos interrogar por que razão o país se vê dependente de embarcações com meio século de idade para manter o tráfego inter-ilhas.</p>
<p>Um pouco de investigação, em vez de simples reprodução de declarações melancólicas de operadores e capitães em lágrimas, teria poupado o leitor à vergonha de ver mais uma tragédia em alto-mar transformada em acidente inevitável. Não foi. Foi consequência de irresponsabilidade, má fiscalização e ganância. E disso não se pode desviar o foco.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
