CONTEÚDO PREMIUM
São Vicente
Proprietários de ginásios temem novo encerramento
Os proprietários de alguns dos principais ginásios de São Vicente temem um novo encerramento, face ao aumento de casos de covid-19 na ilha. Esses espaços reabriram as portas há pouco mais de duas semanas, mas a afluência ainda tem sido mais baixa do que era hábito e com o propagar da pandemia temem ter que voltar a fechar as portas.
Risco Fiscal
Electra de novo no vermelho
A Electra constitui, neste momento, um elevado risco para a tesouraria nacional. Os resultados líquidos da empresa, que eram positivos em 2015, caíram drasticamente para terrenos negativos a partir de 2016, embora tenha havido uma melhoria ligeira no exercício de 2019. Alcindo Mota, PCA da empresa, desdramatiza a situação que tem nas mãos.
Caso Alex Saab
Defesa queria soltura e STJ rejeitou habeas corpus
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido de ‘habeas corpus’ para libertar Alex Saab, considerado testa-de-ferro do presidente Nicolás Maduro, da Venezuela. Este é mais um revés na já longa batalha jurídica em torno desse cidadão sul-americano em Cabo Verde.
São Vicente
UCID alia-se ao PAICV para destronar MpD
A UCID foi o protagonista de uma clivagem histórica na Assembleia Municipal de São Vicente ao juntar-se ao PAICV e ao Más Soncent para destonar o MpD. Após uma batalha verbal de dois dias e uma coligação a três, Dora Pires, da UCID, assume presidência da AM. De fora da mesa fica Lídia Lima, do MpD, que reivindicava o lugar pelo facto de o seu partido ter conseguido mais votos nas eleições do último 25 de Outubro.
TACV/CVA
Sindicato acusa Governo de “conivência” com a concorrência desleal da SATA
Os pilotos e o pessoal de cabine da TACV/CVA dizem-se indignados com a forma como está a ser gerido o processo de entrada da CV Connect Services, em parceria com a SATA, nas rotas “de e para Cabo Verde”. Os pilotos falam em “conivência” do Governo na “concorrência desleal” da SATA para com a TACV/CVA. Em vez de viabilizar a companhia cabo-verdiana, acusam, o Executivo está a fazer tudo para viabilizar uma companhia estrangeira.
CV Connect vem “incomodar muita gente”
Victor Fidalgo, um dos accionistas da TACV/CVA, não partilha da teoria de “concorrência desleal” do projecto da CV Connect Services em parceria com a SATA. Pelo contrário, frontal como sempre, argumenta que não pode haver concorrência, se a TACV não está a voar. A seu ver, a outrora companhia de bandeira está sendo “esquartejada”, tanto pelo “falso parceiro estratégico”, como por núcleos de interesses corporativos dentro da TACV/CVA.
Encontra nesta Edição nº 69o – que já está disponível em PDF! -, o já tradicional Caderno ETC.; assim como, as Opiniões de Alexandre Gomes, António Carlos “Tocá” Gomes, Carlos Reis e José Valdemiro Lopes; a par das Colunas de Filinto Elísio e Marciano Moreira.
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Edição 690 do A Nação de 19 de Novembro de 2020
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1 Comentário
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César Isabel da Cruz
19 de Novembro, 2020 at 13:18
BRINCANDO COM COISAS SÉRIAS
Risco Fiscal
Electra de novo no vermelho
É absolutamente incrível, inadmissível, o que se está a passar com as contas da Electra. Uma empresa estratégica, com um passivo enorme, financiada na bolsa de valores, apresentar contas “d’ má fegura” dessas.
Não é preciso ser-se muito entendido em matéria de contabilidade, para saber que não se pode apresentar contas da Electra, que não sejam “contas consolidadas do Grupo”. Mas a Electra não sabe o que é isso, e fazem uma autêntica baralhada com o MEP – Método da equivalência patrimonial. Leiam (extraído do artigo do A Nação, citando o relatório da Electra):
“De realçar o impacto nas contas de 2019, do reconhecimento dos resultados negativos da Electra Sul, pela aplicação do Método de Equivalência Patrimonial (MEP) por via de registo de perdas por imparidades dessa subsidiária, em 546.128 milhões de escudos”, sublinha.”
Na Electra não entendem que não podem contabilizar imparidade sobre os créditos às filiais, mesmo que depois façam a correcção a nível fiscal. As dívidas intra-grupo anulam-se na consolidação.
Ainda o artigo do A Nação, aponta as “Melhorias em 2019”:
“De acordo com o relatório e contas referentes ao exercício de 2019, o resultado líquido do período atingiu a cifra de 368.625 milhões de escudos negativos, o que representa um aumento de 57,5% em relação ao período anterior, com um registo de 866.678 mil contos negativo.”
Um crescimento dos resultados líquidos da empresa, em 57,5%, cerca de meio milhão de contos, em termos absolutos, o PCA da Electra merecia o prémio “Supergestor do Ano”. Mas não fazem muita festa porque sabem que esse “feito” resulta, simplesmente, de terem “alijado” o sector da Água. Agora as perdas estão com a ADS – Águas de Santiago. Se criarem uma outra empresa para a electricidade, para assumir as perdas desse sector, aí vão registar um crescimento dos resultados de 100%.
Capital próprio e passivo
Outra vez, o Método da Equivalência Patrimonial, e as imparidades sobre as dívidas da filial Electra Sul, SA:
“Em 2019, os capitais próprios da Electra apresentaram um decréscimo de 5,4% face ao ano anterior, correspondentes ao resultado negativo do período (368.625 milhões de escudos), cujo efeito do reconhecimento de perdas por imparidade de dívidas a receber da Electra Sul, em sede do Método de Equivalência Patrimonial (MEP) ascende a 546.128 milhões de escudos e ao aumento de ajustamentos em ativos financeiros de 237.895 milhões de escudos, resultante da aplicação de resultados do exercício de 2018.”
Fico pasmo, como se pode andar a brincar assim com uma coisa tão séria.
E o ministro das Finanças insiste em não tomar conhecimento …