A cidade da Praia passou a viragem do ano sem cumprir as regras sanitárias de prevenção a COVID-19, porém não houve “violação grosseira” por parte dos promotores de atividades de final do ano, conforme assegura o presidente do Serviço Nacional de Protecção à Inforpress. Contudo, houve incumprimentos na via pública.
O presidente da Protecção Civil, Renaldo Rodrigues, que dirigiu uma equipa multidisciplinar entre a Protecção Civil, a Polícia Nacional, as Forças Armadas e a Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) garantiu à Inforpress que houve colaboração por parte dos operados, mas, por outro lado, no horário de encerramento dos restaurantes, até as 02:30 do dia 01, e até às 23:59 para os bares não foi respeitado.
Nas ruas, informou, “a operação foi complicada” porque as pessoas estavam “eufóricas” com as celebrações, havia “muita aglomeração, consumo de álcool na via pública e consequentemente o não uso das máscaras”.
Neste sentido, frisou, da avaliação feita durante toda a noite e madrugada, especialmente nas ruas, o grau de cumprimento “foi muito baixo”.
Achada Grande Frente e Castelão, subúrbios da Cidade da Praia, foram as zonas com mais intervenção desta equipa multidisciplinar, revelou a mesma fonte.
Renaldo Rodrigues destacou ainda que nas ilhas de São Vicente e Fogo, duas ilhas com mais casos activos da covid-19, a operação “correu normalmente”.
Ainda sublinhou que houve uma “boa articulação” da Polícia Nacional, da IGAE e das Forças Armadas no sentido de controlar as várias actividades que não se adequavam ao momento que o País vive.
C/ Inforpress
