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Economia

António Neves: Privatização da TACV “é um mito”

António Neves, PCA da TACV de 2008 a 2012, considera que Cabo Verde tem todas as condições para manter a sua companhia aérea de bandeira. Mas não deixa de criticar um conjunto de erros, que, a seu ver, têm levado a empresa para uma situação catastrófica.
“A situação é difícil e complicada, mas é importante que se encontre uma solução para a recuperação da companhia”, frisa Neves.
A TACV, segundo este entrevistado, tem sido alvo de sucessivas injeções de dinheiro, mas sem resultados. “As injeções financeiras não resultam quando não há estratégias e políticas claras de viabilização da companhia, de modo que todo o dinheiro que é posto nela é como pôr o dinheiro num poço sem fundo”.
Sobre a viabilidade de uma companhia aérea de bandeira em Cabo Verde, Neves entende que tudo é uma questão de dimensão. “A TACV tem de vender mais. Dado à pequenez do nosso mercado étnico, ela terá que saber competir no mercado do turismo. Aí é que está o handicap comercial dos últimos anos da TACV”, sublinha.
A ideia de transformar Cabo Verde num hub não é bem vista, hoje, por Neves. “Na altura em que a ideia foi concebida, até se justificava. Mas hoje, com o aumento do raio de acção dos aparelhos, não creio que seja por aí que vamos recuperar a companhia”.
Sobre a privatização da TACV Neves diz que isso não passa de “um sonho”: “Há cerca de 20 anos que estamos a falar dessa privatização e isso nunca acontece, embora, de vez em quando, se ouça dizer que vêm aí uns fulanos que querem comprar a companhia. É preciso pegar na empresa, reestruturá-la, viabilizá-la para que esse negócio possa ser apetecível para o capital estrangeiro”.
António Neves diz, no entanto, que acredita na viabilização da TACV como companhia aérea de bandeira.

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