Analistas brasileiros consideram que o Presidente Jair Bolsonaro tem medo de uma derrota nas Eleições de 2022 e decidiu reproduzir a estratégia do ex-líder dos Estados Unidos da mérica (EUA), vDonald Trump, procurando contestar e desacreditar o Sistema de Votação e a própria Democracia.
Nas últimas semanas – avança jn.pt -, Jair Messias Bolsonaro atacou, reiteradamente, as urnas electrónicas usadas em Eleições brasileiras, desde 1996, e chegou a declarar que se aquele País da América Latina não adoptar um Sistema de Votação Impresso, a Eleição agendada para o próximo ano não acontecerá.
Bolsonaro tem defendido que sem esse Mecanismo de Votação será vítima de fraude, para favorecer um de seus oponentes e repetiu, sem nunca ter apresentado qualquer prova, que já foi alvo dessa estratégia, porque, teria vencido as Presidenciais, na Primeira Volta, em 2018.
Em resposta a estas declarações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu a investigação de Bolsonaro num Inquérito sobre disseminação de notícias falsas (“fake news”), que está em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e determinou a abertura de um Inquérito Administrativo interno, que pode inviabilizar a sua recandidatura.
A possibilidade de uma derrota tem assombrado Bolsonaro, desde que o ex-Presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva obteve vitórias judiciais que cancelaram duas condenações em processos da “Operação Lava Jato”, no primeiro semestre de 2020.
Com isto, “Lula” da Silva voltou a ser elegível e passou a figurar na frente do actual Presidente nas sondagens sobre as Eleições de 2022. Tal mudança no Cenário Político coincidiu com o aumento dos ataques de Bolsonaro às Urnas Electrónicas.
Segundo dados divulgados pela Agência de Verificação de Informação aos Factos, Bolsonaro fez, pelo menos, 192 declarações contrárias ao Modelo Actual de Votação Electrónica e favoráveis ao Voto Impresso, desde que chegou ao Poder, porém 160 dessas afirmações aconteceram a partir de Abril, quando “Lula” da Silva recuperou os seus Direitos Políticos.
A Estratégia Bélica contra o Sistema Eleitoral já trouxe como consequência o risco de Bolsonaro ser declarado inelegível, por um Inquérito Administrativo.
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