O Governo anunciou ontem, terça-feira, 9, que vai introduzir no próximo ano lectivo, a disciplina “língua cabo-verdiana” no Ensino Secundário, a partir do 10º ano de escolaridade.
Segundo o Ministério da Educação, a introdução desta disciplina será de forma experimental e servirá de piloto para o seu alargamento a médio prazo, após amplos consensos científicos.
Através de uma publicação na sua página oficial do Facebook, a tutela avançou ainda que esta disciplina será introduzida no âmbito dos novos planos curriculares da reforma do ensino secundário, em processo de conceptualização e implementação.
“O Governo tem a total disponibilidade em apoiar e fomentar a investigação de base académica visando consensos técnico-científicos em matérias da linguística, uniformização e padronização das bases gramaticais e ortográficas da língua nacional, comum às suas diversas variantes” escreveu realçando que “ a investigação poderá também incidir sobre o alfabeto unificado do crioulo, o ALUPEC, tendo em vista alcançar abrangência e conter resistências ao seu uso na escrita do crioulo”.
1º Passo dado
Para dar mais este passo no ao lectivo 2022/23, o Ministro da Educação, Amadeu Cruz, reuniu-se no passado mês de julho, com as representantes do grupo promotor da petição sobre a política linguística em Cabo Verde e com o investigador e linguista, Manuel Veiga, para abordar questões ligadas a investigação linguística e a metodologia conducente à integração de uma disciplina de língua cabo-verdiana no sistema de ensino.
O governo reconhece que haverá necessidade de fazer uma articulação e sintonização entre o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, em virtude de alinhamento em matérias mais ligadas à cultura e de ordem constitucional, bem como a necessidade da criação de um grupo de trabalho conjunto para a elaboração de um plano de ação de fomento da investigação e do ensino da língua cabo-verdiana.
De relembrar que o Presidente da República José Maria Neves, empossado nesta terça-feira,9, que proferiu o seu discurso entre a língua cabo-verdiana e português prometeu estar na linha da frente no combate para a oficialização do crioulo.
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2 Comentários
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João Paulo
10 de Novembro, 2021 at 19:19
Manuel Veiga….ALUPEC,..
Vai ser uma salada russa!
Já existe um padrão?
A ver vamos!
Ana silva
11 de Novembro, 2021 at 18:46
Agora é que é a corrida para as Escolas Portuguesas!!!
No secundário em que a preocupação fundamental é a formação superior ou profissional perder tempo com o crioulo ?…Realmente é muito desconhecimento do Ensino e da Formação no secundário por parte dos decisores políticos!