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Economia

“iFome delivery” em risco de fechar devido aos assaltos aos moto boys 

Agastada com os assaltos aos moto boys, e à falta de resposta das autoridades, na cidade da Praia, a empresa “iFome Delivery” corre o risco de fechar as portas. Com prejuízos de mais de 2.500 contos, os empreendedores desta startup temem ter de mandar cerca de 22 pessoas para o desemprego.

Neste fim-de-semana, mais concretamente no sábado,2, um moto boy da iFome, empresa que dá suporte aos restaurantes, nas reservas online de comida, e entrega ao domicílio, foi assaltado no Palmarejo, por volta das 14 horas.

Este foi um dos seis assaltos que a empresa já sofreu ao longo deste ano, conforme explicou em entrevista ao A NAÇAO online, Stephane Silva, um dos responsáveis da startup cabo-verdiana, fundada em 2017.

“Só neste último mês já registamos três assaltos a moto boys. Ontem, tivemos mais um assalto no Palmarejo, em plena luz do dia, por volta das 14 horas, na rua do liceu. No total contabilizamos seis, só neste ano, em que perdemos moto, dinheiro, telefones entre outras coisas”, contou o jovem empresário, que fala em prejuízos que rondam os  2.500 a 3 mil contos, em quatro anos.

“São mais de 20 assaltos em apenas quatro anos de existência. Já fomos assaltados no escritório, em que levaram quatro computadores, incluindo o meu, com conteúdos que nunca mais recuperei. Levaram telefones de moto boys, tabletes, tudo de valor que ali encontraram”.

Insegurança causa receio

Às perdas juntam-se os “muitos investimentos” feitos em tecnologia. “Temos estado a dar o nosso máximo em aplicativos que facilitam a vida das pessoas, mas sem o factor segurança, fica complicado”, explicou o nosso entrevistado.

Esta situação, segundo contou,  tem causado receio aos funcionários, sobretudo na prestação de serviço de madrugada.

“Nós prestamos serviços em todas as zonas, mas agora, com esta situação, temos que limitar o horário de prestação de serviços. O pessoal está com receio, sobretudo nas zonas mais perigosas”, disse, indicando que os assaltos registados, até agora, aconteceram em Palmarejo, Achada Santo António, Fazenda, São Filipe, Ponta d’ Água, entre outros, onde esta prática é bem mais comum.

22 postos de trabalho em risco

Conforme avançou o nosso entrevistado, em todos os casos de assaltos, cerca de 20, em quatro anos, as queixas foram apresentadas às autoridades competentes. No entanto, estes, segundo diz, “pouco ou nada fizeram”.

“Sempre registamos as queixas, mas nunca tivemos uma resposta. Não dá para trabalhar nestas condições. Somos startup, somos novos, com apenas quatro anos de existência. Tentamos dar o máximo para satisfazer os nossos clientes e parceiros, mas, realmente, torna-se insustentável, devido à falta de condições e apoio. Assim, pergunto, a quem mais devemos recorrer?”, questiona  o jovem empreendedor que pondera fechar as portas do “iFome delivery” que emprega 22 pessoas.

“Temos entre 8 a 9 motoboys, 5 funcionários no escritório, somos dois sócios, além de designer, advogado e outros que trabalham directamente na empresa. Somos um total de 22 funcionários. Isso sem contar com os restaurantes em que a faturação deles depende 20% da nossa”, indicou.

Incentivo “não existe” na prática

“Aqui em Cabo Verde muito se fala de StartUps, Empreendedorismo Jovem, Ecossistema Digital e Inovação… Está na moda. Mas a pergunta que não se quer calar é: Há realmente condições em Cabo Verde?”, volta questionar.

Stephane considera ainda que no país “fala-se muito de apoio a jovens empreendedores mas o processo é lento, e na prática existe muito pouco disso”.

“Mesmo para ter um fundo, o processo é tão lento que se o investidor não tiver nenhum rendimento para suportar, a empresa não consegue seguir”.

Só basofaria

Lembrando que a Startup iFome “é a única que manteve vivo nos últimos anos”, Stephane  lamenta o pouco incentivo que tem recebido “na prática”, pois “a basofaria e falatória é muita”.

“Se merecemos ser ajudados, que seja agora. Precisamos de melhores condições para trabalhar e mais segurança para diminuir ou acabar com os prejuízos. Neste momento, apelamos às respostas das queixas feitas”, apela, referindo que precisam primeiramente resolver esta situação, para depois acabar com outras dificuldades que os empresários enfrentam, “normalmente”, no dia-a-dia, em Cabo Verde.

Por enquanto, lidando com as dificuldades iFome delivery pede aos clientes que baixem a app (https://onelink.to/3wpj69) para fazer os pedidos e que façam o pagamento online e receba um CASHBACK de 5% no final do mês.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. zwo

    4 de Abril, 2022 at 16:34

    Então, põe policia civil como motoboy ta fazi entrega e assim será caçado tudo es bandidos e ladroes.

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