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Política

Porto Novo: Autarquia admite carência alimentar e atribui cestas básicas a 116 famílias pobres

A Câmara Municipal de Porto Novo, em Santo Antão, admitiu neste sábado,16, que existe no município “alguma situação de carência alimentar”, devido à seca. No entanto, garante que tem apoiado as famílias de diversas formas no quadro do orçamento municipal.

A edilidade fez esta afirmação a propósito de uma visita da equipa do Programa Alimentar Mundial (PAM) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) a a Santo Antão na passada quinta-feira,14.

“Porto Novo atravessa desde 2017 um ciclo de secas com consequências severas na dieta alimentar das famílias, que deixaram de ter as suas produções, mesmo as de sequeiro como milho, feijão e batatas”, explicou, citado pela Inforpress.

A equipa, segundo uma nota da autarquia, encontrou-se com os presidentes das câmaras municipais, delegados dos ministérios da Agricultura e Ambiente e da Educação de Santo Antão, no âmbito de um pedido de apoio ao programa alimentar escolar feito pelo Governo de Cabo Verde.

Falta de água para agricultura

A seca que fustiga, há quase cinco anos, Porto Novo tem impacto, por outro lado, na disponibilidade de água para agricultura, que provoca a “oscilação constante dos preços dos bens alimentares com reflexo directo na qualidade de vida das famílias”, refere o documento.

Esta situação faz com que exista “alguma situação de carência alimentar, sem, no entanto, existirem dados concretos para o comprovar”, segundo a mesma fonte.

Apoios

No quadro do orçamento municipal, a Câmara Municipal do Porto Novo diz estar a apoiar o funcionamento das cantinas dos jardins-de-infância e contribuir para a implementação de pequenos hortos escolares em algumas escolas.

Além disso, a edilidade diz que tem proporcionado, diariamente, duas refeições quentes a 160 idosos e pessoas portadoras de deficiência, que frequentam os centros de dia neste concelho.

Por outro lado, através da loja social garante que são atribuídas cestas básicas a 116 famílias pobres, além de cedência de lotes de terrenos a agregados familiares para a prática da agricultura urbana.

C/Inforpress

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