O presidente da Juventude para a Democracia (JpD), Vander Gomes, considera que não se deve “dramatizar” a saída dos jovens do país, mas ver esta mobilidade no espaço lusófono como uma oportunidade.
“Acho que não devemos dramatizar a saída dos jovens do País”, referiu Vander Gomes, que vê com “bons olhos” a procura das empresas, sobretudo as portuguesas, pelos jovens cabo-verdianos qualificados para ali trabalharem.
À margem da conferência sobre “O estado da juventude e do desporto”, promovida pela JpD, que teve como palco o auditório do Liceu Amílcar Cabral, em Assomada, Santa Catarina, interior de Santiago, o também deputado nacional congratulou-se com o facto de a mão-de-obra qualificada cabo-verdiana ser a preferência dessas empresas, em vez de outros mercados como países da CPLP ou da lusofonia.
Políticas “certas”
Segundo o jovem político, a emigração significativa de jovens quer dizer que as políticas de formação profissional estão no “caminho certo”.
“Com a saída de uns é oportunidade para outros que estão no desemprego para também poderem resolver as suas vidas e criar as suas famílias. Portanto, é desdramatizar claramente essa saída e dizer, claramente, que é uma oportunidade e que seja bem-vinda a mobilidade no espaço lusófono”, rematou o líder da JpD.
C/ Inforpress
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1 Comentário
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Carlos M Silva
23 de Julho, 2023 at 10:47
Não reconhecer este problema de imigração forçada, significa que “ NADA “ irá ser feito para a sua resolução. É preciso ter visão e inteligência suficientes para poder corrigir o que está errado. Quem iria deixar o seu país para ir à procura de algo incerto em outras paragens, sabendo que terá de enfrentar muitos problemas de adaptação e outros de ordem social, econômico e cultural, se tiver tudo de bom e do melhor no seu próprio país? Me diga, Quem? A imigração em massa dos jovens para estrangeiro, não pode ser analisada só num sentido, a fim de beneficiar quem está no poder. Ela deve ser estudada em várias vertentes por quem de direito e tomar medidas que se mostrar necessárias para estancar essas saídas desenfreadas desses jovens mãos de obras do país, que a meu ver, nada tem a ver com a política de formação que está sendo implementada no país. A falta de emprego e ocupação, o salário de miséria e outros fenómenos políticos ligados a essa problemática, são factores grandemente responsáveis para essa tomada de atitude por parte dos jovens que se sintam completamente desanimados com o sistema. Bem haja imigração e que os outros países desenvolvidos no mundo, também abrem as suas portas para receber aqueles que não têm forma de se virar aqui em Cabo Verde. Escrevi.