Alunos do 12.º ano de várias escolas do país podem ser obrigados a repetir a Prova Nacional (PN) na disciplina de Inglês, realizada na manhã desta quarta-feira, devido a indícios de fuga de informação antes da sua aplicação. Em algumas escolas, foram encontrados estudantes na posse dos enunciados da prova antes do seu início. Suspeita-se de quebra de sigilo no processo.
Segundo informações avançadas por nossas fontes, a situação está a ser analisada pelas autoridades educativas e policiais, que tentam agora apurar a origem da fuga. Uma fonte do Ministério da Educação, sob anonimato, afirma que “para espalhar a prova é preciso ter acesso a ela, e quem teve acesso são os professores e os responsáveis das escolas secundárias”.
A mesma fonte denuncia falhas estruturais no sistema de ensino, apontando que, por culpa de políticas do Ministério da Educação, “saíram muitos professores experientes do sistema e entraram muitas pessoas sem preparação para ser professor, sem ética deontológica, para tapar buracos”, referiu.
“Quando se lida com professores de verdade, o comportamento é outro. Há muitos problemas”, acrescentou.
O caso está a gerar alarme entre os alunos, sobretudo devido à possibilidade de repetição do exame, o que, segundo os mesmos, traria impactos consideráveis nas suas planificações académicas e emocionais. “Quando soube desta polémica e o risco de repetir a prova, comecei logo a chorar, lembrando de todo o meu esforço nos estudos” relatou uma aluna da Praia.
Tentativas de contacto com o Ministério da Educação não obtiveram resposta até ao momento da publicação desta notícia. Entretanto vamos continuar aguardando por esclarecimentos oficiais nas próximas horas.
Geremias S. Furtado
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