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Economia

Com a venda do BCA, grupo CGD concentra forças na expansão do Banco Interatlântico

Com a conclusão do processo da venda da participação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Banco Comercial do Atlântico (BCA), o banco português passa agora a ser o maior accionista de um único banco em Cabo Verde, o Banco Interatlântico (BI). Paulo Macedo, presidente da Comissão Executiva da CGD garante que o foco, agora, é reforçar a posição do BI no mercado cabo- verdiano e a própria imagem da CGD.

De visita à cidade da Praia para conclusão do processo de venda da participação maioritária do Grupo CGD no BCA, Paulo Macedo deixou claro que não fazia sentido o Grupo CGD ter essa participação maioritária em dois bancos, num único país, e que o objectivo, agora, é “reforçar” a posição do BI em Cabo Verde, mensagem que já foi transmitida aos colaboradores, accionistas e autoridades nacionais.

Até porque não está nos planos da CGD qualquer acção no sentido de vender, também, a participação do Grupo no BI, bem pelo contrário. O objectivo é crescer cada vez mais.

“Vamos tomar várias iniciativas relativamente ao Banco Interatlântico no sentido de o banco poder-se desenvolver e participar mais ainda naquilo que faz, hoje, em termos de financiamento da economia. Gostaríamos, inclusive, também, de reforçar mais a própria imagem da Caixa relativamente ao Banco Interatlântico, na medida em que isso seja positivo para nós, e seja positivo para as pessoas. Porque a Caixa é um banco que tem 150 anos e está a atravessar um período particularmente positivo e tem feito transformações significativas, não só em termos financeiros, mas, sobretudo, também em termos tecnológicos e de serviço. E, portanto, isso tudo são coisas que podemos agora reforçar mais”, avançou.

Aposta na banca digital

Indo de encontro ao plano próprio de crescimento do BI, Paulo Macedo garante que o Banco irá apostar, cada vez mais, no seu desenvolvimento tecnológico tendo em conta as demandas da banca digital, actualmente, não só em Cabo Verde, como a nível mundial, para aumentar a competitividade e presença, que pode passar também pela instalação de novas agências.

“Nós temos planos para abrir agências e, portanto, poderemos abrir outras agências noutros sítios, se bem que, como sabem, hoje, a banca não passa tanto por agências, passa muito mais por tecnologia (…) e passa por haver uma maior aposta e modernização em termos de tecnologia, em termos de sistemas de pagamento, porque Cabo Verde é um bom país, também, em sistemas de pagamento. E nós podemos acrescentar algo aí, também.Queremos que o banco tenha mais capacidade para dar crédito”, destacou.

Impressionado com o número de empreendimentos em construção em Cabo Verde,direccionados para o sector do turismo, mas também para a habitação e diáspora cabo-verdiana, o presidente da Comissão Executiva da CGD, deu a entender que há margem para reforçar o financiamento da economia em Cabo Verde quer para as famílias quer para o investimento privado.

 Perspectivas de crescimento e riscos

 Relativamente às perspectivas económicas sobre o crescimento de Cabo Verde e seu impacto naturalmente no desenvolvimento do BI, Paulo Macedo mostrou-se agradado com o crescimento de 5% da economia nacional, que disse ser “uma coisa bastante significativa”, assim como “uma baixa inflação” e “instituições mais qualificadas”, condições importantes e que trazem credibilidade para os investidores e para quem opera no país.

Mesmo estando a banca sujeita às incertezas geopolíticas internacionais, Paulo Macedo garante que vai sempre haver riscos, mas que as empresas, no caso o BI, como o Grupo CGD tem de “focar naquilo que depende de nós” e “precisamente nas certezas que nós podemos ter”. Com isto, referia-se a uma série de factores que impactam a actividade bancária, como a “qualidade de serviço que se dá” e a “forma proactiva” de abordar o cliente, assim como, “ter uma equipa que partilhe a tecnologia e dissemine a tecnologia entre si”. O certo é que, como garantiu, para Cabo Verde a meta da CGD é aumentar a presença no mercado, diversificar negócios e continuar a crescer.

Recorde-se que ficou esta semana concluída a venda dos 59,81% que o Grupo CGD detinha no BCA à Coris Holding, do Burkina Faso, por 82 milhões de euros, num processo que durou mais de um ano. Inclusive, ontem à noite, houve uma cerimónia de apresentação da nova administração do BCA, no campus da UNICV.

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