Moradores de Palmarejo Grande, na cidade da Praia, denunciaram a existência de um estaleiro ilegal de veículos de grande porte a operar numa zona estritamente residencial, apontando ruído excessivo, riscos ambientais, ameaça à segurança pública e falta de resposta das autoridades, além do estaleiro ocupar uma via pública.
Conforme avança à Inforpress, um residente, devidamente identificado, afirmou que a situação já foi comunicada à Câmara Municipal da Praia, mas o estaleiro continua a funcionar de forma irregular.
Segundo a denúncia, o estaleiro opera diariamente, incluindo aos fins de semana e feriados, desde as primeiras horas da manhã até à noite, provocando ruído intenso e persistente, poeiras e emanações de produtos químicos, combustíveis, óleos e solventes que invadem as habitações, afectando a saúde e a qualidade de vida dos moradores.
Os residentes referem ainda que a proximidade de veículos pesados às casas compromete a privacidade, uma vez que os camiões operam junto às janelas, obrigando ao fecho permanente de portas e janelas para minimizar os impactos.
Segurança pública em causa
A denúncia aponta igualmente para riscos graves à segurança pública, nomeadamente a possibilidade de incêndio, devido à presença frequente de combustíveis e óleos derramados no chão, associados a comportamentos considerados negligentes no local.
De acordo com a mesma fonte, as tentativas de diálogo com os responsáveis pelo estaleiro não surtiram efeito e, em alguns casos, foram marcadas por atitudes agressivas e intimidatórias.
Câmara já sabe da situação
O caso terá sido comunicado formalmente à autarquia há vários meses, sem que tenham sido tomadas medidas concretas.
Os moradores apelam à intervenção urgente das autoridades competentes e à atenção da comunicação social, alertando que a continuidade da actividade representa um risco sério para pessoas e bens numa das zonas residenciais da capital.
A Inforpress tentou ouvir a Câmara Municipal da Praia, mas, apesar de sucessivas tentativas, não foi possível obter uma reacção até ao momento.
C/Inforpress



