A artista cabo-verdiana Gilda Barros está entre as cinco criadoras selecionadas para a 5.ª edição da Residência Artística UPCYCLES, em Maputo. Numa iniciativa, promovida pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM) com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Muralista e pintora, natural do Mindelo, Gilda Barros junta-se aos moçambicanos Mário Cumbana, Thandi Pinto e Délfio Muholove e à angolana-alemã Maresa Nzinga Pinto no projecto que desafia a reinterpretação de arquivos audiovisuais históricos dos PALOP.
A residência decorrerá num formato híbrido, com tutoria à distância, a partir de fevereiro, e um período presencial intensivo em Maputo, entre 30 de Março e 10 de Abril de 2026.
Os artistas internacionais selecionados, beneficiam de um apoio financeiro que inclui uma bolsa de criação, verba para materiais e direitos de arquivo, bem como viagem internacional e alojamento integral em Maputo.
Mais de três dezenas de candidaturas
A iniciativa recebeu 37 candidaturas, sendo 34 válidas, de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). O júri selecionou Gilda Barros para uma das duas vagas reservadas a artistas dos PALOP fora de Moçambique.
“Usamos critérios como originalidade, interesse/impacto, capacidade de produção e viabilidade técnica e logística”, salientou o júri, destacando que a cabo-verdiana foi bem-sucedida em praticamente todos os critérios.
Gilda tem vindo a destacar-se pela prática artística centrada na representação da mulher negra, da ancestralidade e da memória colectiva cabo-verdiana.



