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Desporto

Caso Milly Brito: IDJ esclarece que atleta não obteve pontuação suficiente para ser elegível para atribuição da Bolsa

 O Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) esclareceu que, sobre o caso do atleta internacional cabo-verdiano Milly Brito, que demonstrou insatisfação por não ter obtido a Bolsa Atleta para 2026, o IDJ diz que o atleta, ao contrário do que se tem dito, não foi excluído do concurso, o que aconteceu é que na categoria “Atletas em Regime de Alto Rendimento” Milly ficou na 10.ª posição, com a pontuação final de 4,54 valores, não ficando, por isso, em posição elegível para atribuição da Bolsa. No processo em causa, apenas seis atletas da categoria de Alto Rendimento seriam [e foram] selecionados.

Em nota publicada no Facebook do IDJ, a instituição veio esclarecer que Milly Brito, até à presente data, não apresentou ao IDJ “qualquer reclamação formal nos termos e prazos previstos no Edital n.º 8/IDJ, I.P./2025”, referente ao processo concursal da Bolsa Atleta.

É que Milly Brito, atleta internacional cabo-verdiano, natural de São Nicolau, ficou de fora dos seis atletas selecionados na categoria “Atletas em Regime de Alto Rendimento”. Mlly ficou no na 10.ª posição, com a pontuação final de 4,54 valores, não ficando, por isso, em posição elegível para atribuição da Bolsa.

O IDJ esclareceu, portanto, que o atleta não foi excluído do concurso, “conforme tem sido passado”, o que aconteceu é que Milly não conseguiu pontuação suficiente para ter direito à Bolsa Atleta para 2026.

Critérios objectivos

Segundo explicou o IDJ, a avaliação decorreu com base nos critérios objetivos definidos no Edital, com especial incidência na performance desportiva (60%), considerando a participação e os resultados em competições nacionais e internacionais, conforme a grelha de pontuação prevista.

Sendo assim, continua a instituição, dos seis atletas que atingiram pontuação elegível, “todos apresentam participação em competições oficiais de âmbito mundial e continental, existindo ainda outros atletas, com classificação superior à do atleta em referência, que igualmente não foram contemplados”.

O IDJ reconheceu os bons resultados desportivos de Milly Birto mas diz que “à data do concurso o atleta não registava qualquer participação oficial em competições mundiais e/ou continentais”, fator que influenciou a sua pontuação no critério de performance desportiva.

“O IDJ reconhece e valoriza o percurso do atleta, compreendendo a frustração associada à não elegibilidade num concurso altamente competitivo, reiterando a importância de uma comunicação pública baseada no rigor, na verdade factual e na responsabilidade”, sublinha ainda.

O processo, explica a instituição, foi conduzido com recurso a análise documental, instrumentos informáticos e validação final pelo Conselho Diretivo do IDJ, assegurando igualdade de tratamento, imparcialidade e transparência.

Milly nunca apresentou qualquer reclamação e declinou convite para ir ao IDJ prestar esclarecimentos

Na mesma comunicação, o IDJ esclareceu que o atleta não apresentou qualquer reclamação formal nos termos e prazos previstos no Edital e que a única comunicação recebida sobre o assunto foi efetuada “por intermédio da Senhora Vereadora do Desporto da Câmara Municipal da Ribeira Brava”, à qual o IDJ respondeu “por respeito institucional, tratando-se, contudo, de uma candidatura individual e de um atleta maior de idade”.

Ademais, o IDJ avança que convidou o atleta Milly Brito, durante a sua estadia recente na Cidade da Praia, a deslocar-se ao IDJ para “esclarecimentos presenciais sobre o processo e os resultados do concurso”, tendo o atleta não comparecido.

Milly Brito disse que interpôs um recurso, ainda “sem resposta”

Aquando da apresentação da segunda lista, a definitiva, aos atletas, em inícios de janeiro, Milly Brito recorreu à Inforpress para mostrar a sua insatisfação com o processo de seleção para a Bolsa Atleta, tendo afirmado na altura que se sentiu injustiçado por não constar da lista final de beneficiários, apesar do seu desempenho e visibilidade internacional.

Milly Brito explicou que foi selecionado na primeira lista de candidatos no concurso de atletas em regime de alto rendimento, mas que na segunda lista, a lista definitiva, não foi selecionado, tendo ficado na décima posição, com 4,45 pontos.

Uma classificação que, segundo o atleta, não vai ao encontro dos resultados que o mesmo tem conseguido nos últimos anos, principalmente no ano de 2025, em que venceu “mais de dez provas internacionais”, com destaque para o circuito Beste Trail Séries 2025, em Portugal.

O atleta saonicloense acrescentou ainda que interpôs um recurso, mas ainda não obteve uma resposta, nem esclarecimentos sobre os critérios que determinaram a sua exclusão dos selecionados.

Motivação prevalece

Apesar de reconhecer que “a situação foi injusta”, Milly Brito sublinhou que não perdeu a motivação nem o foco, realçando que, caso tivesse sido selecionado, o apoio da Bolsa Atleta teria sido fundamental para a preparação das suas provas internacionais, nomeadamente na aquisição de suplementos e outros meios essenciais para sua preparação.

Relativamente à época de 2026, Milly Brito adiantou que pretende manter o mesmo ritmo de treinos, tendo em conta que tem um calendário longo de provas internacionais, com destaque para o Transvulcania, nas ilhas Canárias, e o circuito Best Trailer Séries, onde vai defender o título, para além de várias outras provas nacionais e internacionais.

Milly Brito apelou ainda por mais apoios aos atletas nacionais e regionais, destacando que a nível da ilha de São Nicolau só tem contado com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Brava.

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