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Sociedade

Praia: Faleceu Amélia Araújo, Combatente da Liberdade da Pátria e uma das principais vozes da Rádio Libertação

Morreu Amélia Araújo, Combatente da Liberdade da Pátria, responsável e uma das principais vozes da Rádio Libertação durante a luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde. Conforme fonte familiar, Amélia Rodrigues de Sá e Sanches de Figueiredo Araújo, 92 anos, faleceu na manhã desta Quinta-feira, 19, na sua residência, na cidade da Praia.

O Presidente da República, José Maria Neves, já reagiu à morte daquela que considera a “Voz da Luta”, e que, nos quadros do PAIGC “deu vida à Rádio Libertação e pela palavra indelevelmente contribuiu para a libertação dos povos da Guiné e de Cabo Verde”.

“Presto a minha homenagem à Combatente, que se armou até os dentes, literalmente, para, por palavras, lutar contra a subjugação e deu tudo de si para a reconstrução de Cabo Vede, no pós-independência”, escreveu o actual Presidente da República, recordando que, graças ao “empenhamento e à generosidade desses briosos jovens das décadas de 60 e 70 e cabouqueiros da República”, foi possível construir os alicerces do desenvolvimento de Cabo Verde.

“A melhor forma de os homenagearmos é continuarmos, agora, a consolidar as liberdades e a democracia e a catalisar a transformação socioeconómica de Cabo Verde, visando a prosperidade e a justiça social”, concluiu o Presidente da República.

Protagonismo na Rádio de Libertação

Durante a Luta de libertação armada pela independência de Cabo Verde, Amália Araújo, destacou-se enquanto produtora, animadora e locutora principal da Rádio Libertação, tendo sido uma das “protagonistas da guerra psicológica, desferindo duros golpes nas hostes do inimigo, sobretudo com os seus programas em língua portuguesa, quais sejam o ´Comunicado de Guerra´ e o ´Programa do Soldado Português´, que provocou inúmeras baixas e deserções entre os militares do então inimigo”.

O seu protagonismo na Rádio de Libertação fez dela a Senhora do “Canhão de boca da Luta”, sendo a voz reconhecida e admirada pelas populações e povos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, que tinham na rádio a única forma de se inteirarem das ações da luta armada.

Após a Independência Nacional assumiu ainda funções públicas em Cabo Verde, emprestando toda a sua experiência e profissionalismo ao desenvolvimento do País.

 Condecoração pelo Governo de Cabo Verde

Recorde-se que, em 2015, por ocasião do 40.º Aniversário da Independência Nacional, Amélia Araújo, havia sido condecorada pelo então primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, com o Primeiro Grau da Medalha de Serviços Distintos pela “sua abnegação e bravura” e pela dedicação à causa nacional.

“É bom lembrar as pessoas como Amélia Araújo, que através da Rádio Libertação desferiu duros golpes sobre aqueles que nos queriam subjugar e através da palavra conseguiu transmitir aos combatentes guineenses e cabo-verdianos na clandestinidade uma ligação à luta armada”, afirmara José Maria Neves na ocasião.

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