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Santiago

Cruzeiro com surto de hantavírus ao largo da Praia: Autoridades sanitárias garantem que ninguém saiu do navio

A presidente do Instituto de Saúde Pública de Cabo Verde (INSP), Maria da Luz, garantiu, ao fim da tarde deste domingo que, até agora, ninguém saiu do navio  “MV Hondius”  que está fundeado, em quarentena, junto ao Porto da Praia, devido a um surto de hantavírus. Segundo essa responsável, já foram realizadas duas missões sanitárias a bordo do navio e um dos doentes diagnosticado com a doença já está a receber tratamento. As informações locais são escassas, mas a OMS, citada pela imprensa internacional, informou que das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está actualmente em cuidados intensivos na África do Sul.

A notícia do alegado surto de hantavírus no navio MV Hondius, que está fundeado no Porto da Praia, e que fazia o trajecto, ao que tudo indica, entre Argentina e Cabo Verde, tem estado a fazer manchete na imprensa internacional ao longo do dia de hoje.

Segundo informações da OMS, citadas pela AFP, já morreram três pessoas, uma está internada nos cuidados intensivos em Joanesburgo, na África do Sul e há mais duas infectadas.

“A OMS foi informada de um evento de saúde pública relacionado a um navio de cruzeiro que navega pelo oceano Atlântico e está prestando seu apoio. Até o momento, foi confirmado um caso de infecção por hantavírus em laboratório, e há outros cinco casos suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está atualmente em terapia intensiva na África do Sul”, informou a organização à AFP.

Autoridades sanitárias nacionais confirmam dois infectados

Estes dois doentes foram também confirmados por Maria da Luz, Presidente do INSP, à RCV, por volta das 19h. “A situação está a ser acompanhada. Temos conhecimento de dois casos que estão a bordo, a equipa médica já se deslocou ao barco e fez a avaliação dos dois infectados, devidamente equipados com os equipamentos de protecção individual”, explicou sendo ainda muito reservada nas informações.

A equipa, conforme avançou essa responsável, regressou na tarde de hoje ao navio para iniciar o tratamento a um dos doentes que estava a “precisar de tratamento”.

Aliás, eram também cerca das 19h quando a equipa sanitária coordenada pela Delegacia de Saúde saiu do navio, conforme constatou o A NAÇÃO, no Porto da Praia.

Segurança, prioritária

O ambiente era de tranquilidade no Porto da Praia, sem grande aparato policial, sendo apenas visível duas viaturas da delegacia de saúde para o transporte da equipa sanitária que subiu a bordo, transportada pelo rebocador.

Sabe este online que o contacto com as autoridades cabo-verdianas sobre o surto foi dado ontem, e que o dossier está a ser gerido, desde então, seguindo todos os protocolos de segurança. As autoridades querem ter a certeza do que se trata. Aliás, a própria Maria da Luz disse à RCV que há suspeita que “pode haver uma co-infecção com outros microorganismos”.

“Passageiros não vão sair” – garantiu Maria da Luz

Tem sido avançado pela imprensa internacional a possibilidade de que os dois doentes diagnosticados desembarquem e fiquem em quarentena, no hospital da Praia, para tratamento, mas as autoridades sanitárias nacionais ainda não tomaram uma posição sobre isto, conforme deu a entender, também, Maria da Luz à RCV, sendo contida nas palavras.

“Vamos aguardar os próximos passos. O navio deverá seguir a sua rota e aqui no país os passageiros não vão sair para proteger a população”, garantiu, mas sem referir os doentes.

As mortes confirmadas

Conforme avança o online Straitstimes, da África do Sul, dos três mortos, dois são um casal de europeus e o terceiro um britânico. Do casal, o marido de 70 anos foi o primeiro e único a morrer a bordo, enquanto a esposa, de 69, morreu no hospital de Joanesburgo para onde foi evacuada, assim como o britânico com a mesma idade.

A Argentina, por onde passou o navio, é um dos países onde o hantavírus é transmissível, como se sabe, através das da urina e fezes de roedores ou poeiras contaminadas, cuja taxa de mortalidade pode variar entre 30 a 60% nas suas formas mais severas.

O MV Hondius é um cruzeiro polar e opera para a Oceanwide Expeditions, com sede nos Países Baixos. Estima-se, inclusive, que grande parte dos passageiros sejam europeus. O mesmo tem capacidade para 170 passageiros e 70 membros da tripulação.

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