O ministro da saúde de Cabo Verde, Lúcio Fernandes, participou nesta quarta-feira, 15, em Lisboa, Portugal, numa conferência global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Inteligência Artificial (IA) na Saúde.
O evento que reuniu ministros, decisores políticos e especialistas de vários países teve como o objetivo debater o papel da IA na transformação dos sistemas de saúde.
Durante o seu discurso, o representante de Cabo Verde, defendeu que, para um país arquipelágico como Cabo Verde, a Inteligência Artificial representa uma oportunidade estratégica para aproximar os cuidados especializados de todas as ilhas, reduzir desigualdades no acesso à saúde, otimizar recursos e reforçar a eficiência do Sistema Nacional de Saúde, através da integração da IA com a telemedicina e a transformação digital.
Laboratório da CPLP para a IA em Saúde
Lúcio Fernandes acredita que Cabo Verde reúne condições necessárias para afirmar-se como um Laboratório da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a Inteligência Artificial em Saúde, acolhendo projetos-piloto, promovendo a inovação e reforçando a cooperação entre os países lusófonos na área da saúde digital.
Neste sentido, o ministro aproveitou a ocasião para apelar ao fortalecimento da cooperação internacional em áreas como a formação de recursos humanos, o investimento em infraestruturas digitais, a interoperabilidade dos sistemas de informação e a definição de um quadro ético e regulatório que assegure uma utilização responsável da Inteligência Artificial.
Este responsável reafirmou, ainda, o compromisso do país com a inovação em saúde, defendendo que, “a Inteligência Artificial nunca deve substituir a humanidade da medicina, mas sim fortalecê-la, capacitando os profissionais de saúde e contribuindo para reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados”.

