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Economia

Cadeia RIU regista valores históricos em 2025 e paga 5,6 mil milhões de escudos em impostos

A cadeia hoteleira RIU superou, em 2025, os resultados económicos de 2024, e consolidou a sua posição enquanto maior grupo hoteleiro a actuar em Cabo Verde e enquanto maior empregador privado do país, com os seis resorts all inclusive, três no Sal e três na Boa Vista. Em 2025, este Grupo espanhol atingiu um exercício excepcional de receitas históricas de 28.6 mil milhões de escudos cabo-verdianos e uma contribuição fiscal recorde de 5.6 mil milhões de escudos cabo-verdianos.

Os dados económicos, sociais, ambientais e dos recursos humanos referentes ao exercício de 2025 foram apresentados à imprensa esta segunda-feira, 20, na ilha da Boa Vista por Naomi Riu, Directora Executiva de Finanças e Sustentabilidade do Grupo RIU, Yeray Zurita López, Delegado de Operações do RIU para Cabo Verde e Catalina  Alemany, Directora da Responsabilidade Social e Corporativa do Grupo.

No encontro, Naomi Riu reafirmou o papel deste importante Grupo espanhol, que o ano passado comemorou 20 anos de presença em Cabo Verde, destacando o seu contributo enquanto um dos principais motores de desenvolvimento sustentável e bem-estar social no país, tendo alcançado resultados recordes, tanto na gestão económica, como nos recursos humanos e no investimento na estratégia de sustentabilidade.

Em 2025, este Grupo espanhol atingiu um exercício excepcional de receitas históricas de 28.6 mil milhões de escudos cabo-verdianos, o que representa um crescimento de quase 8% em relação ao exercício anterior, e uma contribuição fiscal recorde de 5.6 mil milhões de escudos cabo-verdianos para o Estado, ou seja, o equivalente a mais 13,2% em termos homólogos.

Segundo informou, no total, foram destinados 512,4 milhões de escudos cabo-verdianos à melhoria de activos e infraestruturas no arquipélago, tendo sido priorizado o mercado interno com um “investimento em compras e serviços locais de 9,3 mil milhões de escudos cabo-verdianos”.

“Muito mais do que uma relação comercial” – Naomi Riu

Os números, segundo disse, são o reflexo desse trabalho realizado no país, enfatizando a qualidade dos recursos humanos, e que traduzem “muito mais do que uma relação comercial”, bem pelo contrário. “É um modelo de turismo que gera valor, estabilidade e bem estar social”.

Nesse contexto, a mesma garantiu que a aposta no mercado de Cabo Verde é para continuar, sempre de “acordo com a demanda turística” e com a aposta contínua na “qualidade” que caracteriza o Grupo. Inclusive, garantiu que, quando a iluminação do aeroporto da Boa Vista estiver concluída, a mesma poderá suscitar novos investimentos na ilha das Dunas, se o mercado assim o justificar.

Em curso está, inclusive, a reforma do RIU Touareg, na praia de Santa Mónica, onde está a ser feito um upgrade de mais 30 quartos, além de uma reforma geral. Só neste hotel passarão a ser 1.181 quartos disponíveis.

Quase 400 mil clientes em Cabo Verde em 2025

Durante a sua intervenção, Naomi Riu destacou que Cabo Verde representa cerca de 10% da oferta global de quartos desta cadeia, totalizando 4.649 quartos distribuídos pelos seis resorts. Em 2025, estes estabelecimentos acolheram um total de 396.785 clientes, sustentados pela diversificação de mercados liderada pelo Reino Unido (52,05%) e pela Alemanha (13,81%), seguidos por Portugal (6,58%), Países Baixos (6,30%), França (4,26%), Bélgica (3,95%), Luxemburgo (2,30%), Escandinávia (2,72% na temporada de Inverno) e Espanha (1,72% na temporada de Verão).

Ou seja, só os resorts do RIU acolheram cerca de 1/3 (um terço) dos turistas do país em 2025, que foram cerca de 1,25 milhões, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), sendo que a esmagadora maioria vêm através da TUI, um dos maiores tour operators do mundo.

1,9 milhões de escudos pagos em salários e contribuições sociais

Com 6 resorts no país e um total de 3.444 colaboradores, dos quais 3.100 são cabo-verdianos, o Grupo RIU é o maior empregador privado do país, sendo que, como realçou Yeray Zurita López, Delegado do RIU para Cabo Verde, “90% da equipa é nacional”.

Como referiu, este compromisso gerou um investimento directo nas famílias do país de “1.9 mil milhões de escudos cabo-verdianos (CVE) em salários e contribuições sociais durante 2025”.

Igualmente, destacou que 100% dos chefes de departamento dos hotéis da RIU em Cabo Verde (um total de 225 cargos de chefia) são já profissionais cabo-verdianos, afirmando o investimento em formação contínua, que tem permitido a “promoção na carreira” dentro dos hotéis.

O mesmo garantiu ao A NAÇÃO online que a empresa tem procedido a aumentos salariais com base no IPC (índice de preços do consumidor) e avançou que o salário mínimo bruto para alguém que está a iniciar funções é de 34 mil escudos brutos.

40,2 milhões de escudos em projectos sociais e ambientais

Conforme informou sob a sua estratégia de sustentabilidade ‘Proudly Committed’, o investimento social e ambiental atingiu um recorde de 40,2 milhões de escudos cabo-verdianos em 2025, concentrando 75% dos seus recursos diretamente na saúde e educação infantil, com destaque para o consultório infantil na ilha do Sal.

Sob a sua estratégia de sustentabilidade ‘Proudly Committed’, o investimento social e ambiental atinge um recorde de 40,2 milhões de escudos cabo-verdianos em 2025, concentrando 75% dos seus recursos diretamente na saúde e educação infantil

Em ano de recordes para o RIU em Cabo Verde, 2025 ficou marcado também pelo maior investimento na estratégia de sustentabilidade, Proudly Committed, que atingiu os 40,2 milhões de escudos cabo-verdianos em investimentos sociais e ambientais. Conforme explicou Catalina Alemany, Directora da Responsabilidade Social e Corporativa do Grupo, “75% deste esforço financeiro foi concentrado na infância, alcançando um impacto direto na saúde, educação e desenvolvimento comunitário”.

Entre as iniciativas destacou a implementação da campanha de Prevenção do Cancro do Colo do Útero (+Saúde +Mulher Cabo Verde). Em que, em parceria com a Africa Avanza e o INSP, foram realizados 389 testes de VPH, detectando 94 casos positivos (24,2% das mulheres), das quais 32 já foram tratadas com sucesso. A faixa etária atendida situou-se entre os 25 e os 45 anos (representando 78,8% das pacientes atendidas).

A mesma salientou que o objectivo do Grupo é colaborar com as autoridades de saúde locais e contribuir para a melhoria dos rastreios precoces. Outro destaque vai para o Consultório Solidário de Saúde Infantil (CSSI) na Ilha do Sal, inaugurado em 2023, que já acumulou 8.691 consultas médicas, tendo atendido a 3.897 crianças. Um consultório semelhante vai ser inaugurado esta terça-feira, 21, na Boa Vista.

Protecção das tartarugas

No âmbito da conservação da biodiversidade, o Grupo mantém também o seu apoio estratégico à BIOS CV, na Boa Vista, cujo trabalho permitiu a proteção de 10.638 ninhos, salvaguardando 464 deles em viveiros e alcançando a libertação segura de 20.916 crias de tartaruga marinha ao mar (com uma taxa de eclosão de 65,6% em viveiro).

Já na ilha do Sal, o apoio ao Projeto Biodiversidade, contribui para ajudar a proteger um total de 16.830 ninhos, albergando 1.606 ninhos em três viveiros e permitindo o nascimento e a libertação de 85.503 crias (com 82,6% de sucesso na eclosão). De salientar que a visita às tartarugas é um dos pacotes turísticos mais procurados pelos turistas no Sal e Boa Vista.

Ainda no âmbito comunitário e educativo, o RIU colaborou ativamente com o Ministério da Educação na ampliação e remodelação de escolas na Boa Vista, e cofinanciou infraestruturas e serviços essenciais para a primeira infância na Ilha do Sal, apoiando financeiramente o Jardim Infantil Casa Solidariedade, a Creche Municipal Disney e a Creche Municipal Florescer.

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