O Tribunal da Comarca da Praia decretou prisão preventiva para sete dos oito homens detidos no âmbito da operação Shark, envolvendo um alegado grupo criminoso, indiciado da prática de crimes de tráfico de droga de alto risco, que operava há mais de 15 anos, no país e no estrangeiro. No entanto, um homem de 92 anos e quatro mulheres aguardam o desfecho do processo em liberdade.
De acordo com informações avançadas esta terça-feira pela Polícia Judiciária, ao indivíduo de 92 anos, assim como às quatro mulheres detidas no âmbito da operação, foram aplicadas as medidas de apresentação periódica às autoridades e interdição de saída do país.
A operação Shark foi desencadeada na Cidade da Praia na manhã de quinta-feira, 16 de Julho, nos bairros da Fazenda, Palmarejo, Craveiro Lopes e Plateau.
A investigação, segundo a PJ, visava o desmantelamento de uma rede criminosa “fortemente indiciada da prática, em coautoria, dos crimes de tráfico de droga de alto risco, conversão e dissimulação de bens e valores (branqueamento de capitais), associação criminosa, crime de armas, entre outros ilícitos”.
Ao todo foram doze os suspeitos detidos, em flagrante e fora de flagrante delito, para além de buscas domiciliares e apensação de bens.
Drogas, armas e viaturas apreendidas
Segundo avançou a polícia científica, no decurso das buscas domiciliárias foram apreendidos 1,162 KG de cocaína, produtos e materiais de corte, duas balanças de precisão e outras ferramentas utilizadas para o consumo da droga.
Foi também apreendida uma quantia em dinheiro, nomeadamente mais de dois milhões de escudos cabo-verdianos e cerca de 770 euros.
A PJ apreendeu 25 viaturas, entre eles táxis e carros de luxo, quatro motos, uma moto de água, três bicicletas, artefactos de ouro e prata e vários telemóveis.
A nível de armas, a polícia apreendeu duas espingardas, 500 munições de calibre 22, mais de 500 munições de calibre diverso e 25 cartuchos calibre 12.
Atuação nacional e internacional
A PJ informa, ainda, que mantém em curso todas as diligências de investigação necessárias para o completo desmantelamento da estrutura criminosa, “fortemente indiciada” de operar há mais de 15 anos, num circuito de tráfico de droga, com atuação a nível nacional e internacional.
À população, apela que sejam denunciadas, através da linha gratuita 134, qualquer suspeita de tráfico de drogas.

