Uma unidade de produção de aguardente, na Ribeira Grande de Santiago, foi apanhada a fazer destilação fora do período legal, bem como a produzir grogue ilegal, com adição de açúcar refinado. Incorre em coima de até um milhão de escudos.
De acordo com um comunicado da Inspeção Geral das Actividades Económicas (IGAE), o flagrante aconteceu no âmbito de uma operação conjunta com a Polícia Nacional, no município da Ribeira Grande de Santiago.
A unidade de produção em questão, explica a mesma fonte, já tinha os alambiques selados e violou os selos para realizar destilação de calda extraída de cana-de-açúcar verde, ou seja, em fase de maturação.
Duas violações
A mesma incorre, portanto, em duas violações. Uma primeira, do período legal de produção, e uma segunda por estar a utilizar cana-de-açúcar verde, o que implica a utilização de açúcar refinado para adoçamento da calda.
O aguardente produzido nestas condições é de fabrico proibido. A IGAE alerta que esse produto depois é comercializado como grogue, o que desvaloriza o produto genuíno.
A unidade fabril arrisca-se agora em um processo de contraordenação e poderá ser multada até um milhão de escudos, ter a produção encerrada por dois anos e os produtos retirados do mercado.
NA

