O Presidente da República cessante, José Maria Neves, anunciou hoje que é candidato a um segundo mandato, e que pretende “colocar a experiência adquirida” ao serviço de Cabo Verde e do futuro. Fica, assim, aberto o caminho para que a Presidência da República seja assumida interinamente por Janira Hopffer Almada, atual presidente da Assembleia Nacional.
O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira, 14, numa conferência de imprensa dada num dos hotéis da Cidade da Praia.
José Maria Neves garante que após um primeiro mandato ele está “mais bem preparado” para exercer as funções de Presidente da República e que esta recandidatura não pretende repetir os últimos cinco anos, mas sim ajudar Cabo Verde a entrar com confiança e abertura de espírito num novo tempo.
“Temos um novo Governo, saído das eleições legislativas de 17 de maio último. Como tenho feito, prometo lealdade constitucional e cooperação estratégica para o bem do país. Enquanto Chefe de Estado, continuarei no ofício do bem comum, com autonomia, imparcialidade e equilíbrio”, avançou.
Fazendo uma retrospetiva para aquilo que foram os últimos cinco anos (2021-2026), José Maria Neves, entende que um novo mandato servirá para colocar a experiência adquirida ao serviço do futuro.
“Um novo mandato serve para defender causas que devem ser continuadas e que não cabem num único ciclo eleitoral. Serve para aproximar gerações, para transmitir conhecimentos e abrir espaço à renovação. Serve para ajudar o país a antecipar transformações, antes que elas nos sejam impostas. Serve para unir e fazer de Cabo Verde um país vencedor”, indicou.
Com o anúncio da sua recandidatura, JMN suspende “imediatamente” o mandato, e a Presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, assume a Presidência da República, interinamente.
Para esta segunda candidatura, José Maria Neves tem como mandatário nacional Mário Lúcio Sousa. Josina Fortes é mandatária nacional para as mulheres e Viviane Brito mandatária nacional para a juventude.
Quanto ao eventual apoio do PAICV, José Maria Neves adiantou que já falou com o partido, assim como com outros partidos políticos e com várias personalidades independentes.
“A minha ideia é criar um grande movimento nacional para inspirarmos o país a fazer face às mudanças que o Mundo está a atravessar e aos desafios por que passa Cabo Verde. Mobilizar todos, no país e na diáspora, independentemente das suas sensibilidades político-partidárias, para fazermos um grande mutirão por Cabo Verde”, indicou.
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