PUB

Convidados

Você foi convidado: A festa da democracia também se faz na “11.ª ilha

Por: Dulcineia Gonçalves

Aproxime-se, pois há várias formas de o fazer; sem dúvida, uma das mais nobres é participar. Este é o apelo que hoje lanço aos cidadãos cabo-verdianos, maiores de 18 anos, espalhados por aquela que carinhosamente chamamos de a 11.ª ilha de Cabo Verde: a nossa vasta diáspora.

Votem! Exerçam esse direito que foi reconhecido e que é assegurado pelo Estado cabo-verdiano. Quando em 1999 consagrou o direito dos cidadãos cabo-verdianos residentes no estrangeiro a escolher os seus representantes nacionais- para o poder legislativo e Presidencial- , deu-se um sinal que, não apenas as remessas financeiras eram importantes. 

O direito ao voto, pode parecer-lhe uma obviedade nos dias de hoje, mas garanto-lhe que não o é. Em alguns contextos globais, a distância geográfica significa também o corte de laços políticos com a pátria-mãe. Cabo Verde, felizmente, escolheu um caminho diferente.

No entanto, mais do que ter o direito reconhecido, é crucial poder exercê-lo. Assegurar que este direito seja efetivado por cada cabo-verdiano no estrangeiro exige uma ginástica institucional e diplomática notável. Garantir o voto na diáspora significa organizar, além-fronteiras, a verdadeira festa da democracia e, convidar os nossos emigrantes e seus descendentes a participar, 

Garantir o voto na diáspora significa organizar, além-fronteiras, a verdadeira festa da democracia e, convidar os nossos emigrantes e seus descendentes a participar

Para que isso aconteça, mobilizam-se além de recursos financeiros uma estrutura de recursos- humanos composta por diplomatas, funcionários das missões consulares e outros cidadãos, respaldados pelas Direção de Apoio ao Processo Eleitoral e a Comissão Nacional Eleitoral e outros órgãos do aparelho do Estado. Em rede, é montada uma estrutura para garantir a segurança, a transparência e a eficácia de todo o processo eleitoral, assegurando que, à data marcada, o boletim de voto esteja à sua espera no local próximo à sua residência. 

E isso tudo só faz sentido se encontrar eco do outro lado: na sua vontade de participar. Juntos faz-se a democracia, uma construção que apela a participação. 

Se analisarmos os dados da abstenção —estar recenseado e não ir votar — e cruzarmos esses números com os potenciais votantes que continuam não recenseados, perceberemos a urgência de uma intervenção estruturada para a promoção da participação eleitoral. Esta promoção não pode ser esporádica; deve ser dinamizada de forma mais recorrente e ativa junto da nossa diáspora, tanto pelas instituições do Estado como pelos partidos políticos, fora do período eleitoral.

Tu que fazes parte da diáspora, se porventura questionas-te sobre as razões pelas quais deve dar o passo de recensear e, assim garantir o teu direito a votar, permitam-me ajudar nessa reflexão. Votar não é apenas escolher um nome ou um partido; é garantir que a voz de quem partiu continue a ecoar nas decisões que moldam o futuro das ilhas. É lembrar que, por  a nação cabo-verdiana nunca ter cabido apenas dentro do seu arquipélago geográfico, que hoje podemos orgulhosamente dizer: Todos contam!

Deixo-lhe um lembrete: você faz parte da lista de convidados de honra para a festa da democracia.

Informe-se, verifique o seu recenseamento e participe ativamente. O futuro de Cabo Verde é decidido por sí, por nós. 

PUB

PUB

PUB

To Top