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Brasil: Flávio Bolsonaro vence primeira volta das eleições presidenciais e vai à segunda volta com Lula

Flávio Bolsonaro venceu, Domingo, 4 de Outubro, a primeira volta das eleições presidenciais brasileiras com 47,03% dos votos válidos. O filho mais velho do ex-Presidente, Jair Bolsonaro, ficou à frente de Lula da Silva, que tenta a reeleição e que ficou em segundo lugar com 45,16%. A segunda volta terá lugar a 25 de Outubro

O senador Flávio Bolsonaro tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o mesmo adversário, ou seja, Lula da Silva, 80 anos de idade, que, por sua vez, procura a sua reeleição e o seu quarto mandato como Presidente do Brasil.

As sondagens já tinham mostrado, nas últimas semanas, uma tendência de subida de Flávio, candidato do Partido Liberal (PL) por indicação do pai, que se encontra em prisão domiciliária após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado. No entanto, nem a Quaest nem a Datafolha, as duas empresas de sondagens mais relevantes do Brasil, previram uma vitória clara do senador.

Para a segunda volta, as sondagens publicadas antes de ontem, Domingo, apontavam para uma disputa muito renhida, com Lula e Flávio em empate técnico.

Flávio Bolsonaro somou nas eleições de ontem, Domingo, 04 de Outubro, mais de 56 milhões de votos, cerca de dois milhões acima de Lula da Silva e aproximadamente dois milhões acima do resultado do pai Jair Bolsonaro na primeira volta das presidências de 2022.

Mais de 158 milhões de eleitores

Recorde-se que mais de 158 milhões de brasileiros foram chamados às urnas no domingo para a primeira volta das presidenciais altamente disputadas entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e para eleger governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Dados ainda provisórios apontam para uma alta abstenção nesta primeira volta, a maior dos últimos 28 anos, estimando-se que mais de 20 milhões de pessoas não comparecendo às urnas.

Tal como há quatro anos, o Brasil chegou às urnas profundamente polarizado, como indicaram as sondagens que apontavam para um empate técnico entre os dois principais candidatos.

O clima de tensão levou também países como o Reino Unido, o Canadá e a Alemanha a alertarem para possíveis manifestações e confrontos durante as eleições, enquanto os Estados Unidos e a Austrália suspenderam na sexta-feira o atendimento nas suas representações diplomáticas no Brasil por razões de segurança.

C/Agências de Notícias

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