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Economia

Praia: Sol-Atlântico tem 30 autocarros parados por falta de condutores

A empresa de transporte público Sol-Atlântico regista, actualmente, um défice de cerca de 90 trabalhadores, sobretudo motoristas, situação que já deixou 30 autocarros parados. A empresa diz que está a recrutar condutores no país e no estrangeiro.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da empresa, Henrique Duarte, a empresa tem enfrentado, desde 2022, uma saída gradual de trabalhadores, com maior incidência entre os motoristas, tendo a situação se agravado a partir de 2025.

“Não temos falta de autocarros, temos falta de pessoal que pode operar”, esclareceu, indicando que a empresa passou de cerca de 180 colaboradores em 2020 para aproximadamente 170, actualmente, mas necessita de mais 90 trabalhadores para assegurar o normal funcionamento dos serviços.

Dificuldades em repor efectivos 

O empresário, citado pela Inforpress, explicou que a Sol-Atlântico realizou processos de recrutamento entre 2022 e 2024 para compensar as saídas. Entretanto, desde 2025 tem encontrado maiores dificuldades em repor os efectivos.

Neste momento, a empresa tem cerca de 30 autocarros parados, sendo que a maioria se encontra operacional, enquanto alguns aguardam disponibilidade para reparação, precisou.

Recrutamento no estrangeiro

Devido às dificuldades de recrutamento no mercado nacional, a Sol-Atlântico está a procurar motoristas em outros países africanos, estando já identificados cerca de 30 “potenciais condutores”.

“Eles já estão cá todos. O problema é a espera dos documentos, dos processos de substituição das licenças”, explicou, acrescentando que três dos candidatos já se encontram na fase final de obtenção da documentação necessária para trabalhar.

Salários “ajustados”

Relativamente aos salários, Henrique Duarte afirmou que a empresa considera estar a praticar valores ajustados à realidade nacional e indicou que os trabalhadores têm beneficiado de actualizações anuais na ordem dos três por cento.

Segundo o responsável, um trabalhador que entra na empresa aufere cerca de 34 mil escudos, enquanto os funcionários com maior antiguidade podem atingir remunerações de aproximadamente 50 mil escudos.

Combustíveis

Quanto ao aumento dos preços dos combustíveis, Henrique Duarte afirmou que a empresa se encontra numa posição de expectativa, tendo em conta a recente entrada em funções do novo Governo.

“Estamos numa posição de expectativa”, disse, acrescentando que a empresa pretende avaliar melhor a situação, até ao final do ano e, posteriormente, poderá solicitar uma reunião com o primeiro-ministro para conhecer as orientações do Governo para o sector.

 C/ Inforpress

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