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Cultura

Praia: Segunda edição do Kafuka African Film Festival arranca esta quinta-feira

A segunda edição do Kafuka African Film Festival 2026 arranca já esta quinta-feira, 15 e prossegue até ao dia 18. O evento celebra Amílcar Cabral e o cinema africano em Cabo Verde. O mesmo acontece no TeckPark, na cidade da Praia, e reúne realizadores de diferentes países, filmes presentes em grandes festivais internacionais, conversas, masterclasses, workshops, encontros entre profissionais do cinema e uma programação voltada às crianças e adolescentes.

Segundo o Kuletivu Nhanha, promotor do festival, a edição deste ano arranca a 15 de outubro com a exibição de “Amílcar”, filme do realizador espanhol Miguel Eek, seguido de uma conversa com o público.

A programação integra ainda filmes como “Nós, Povo das Ilhas”, “Time to Change” e “Afrikki”, propondo diferentes reflexões alusivas ao pensamento de Cabral.

Está ainda prevista uma masterclass dedicada à presença de Amílcar Cabral no cinema de Flora Gomes, dinamizada pela investigadora Jusciele Oliveira.

Ainda de acordo com a mesma fonte, o festival contará com a presença de outros realizadores e profissionais do cinema africano e da diáspora, em sessões de conversa com o público e atividades de formação.

Sessões de conversa com profissionais africanos conceituados

O Kuletivu Nhanha realça ainda que esta edição terá a presença da “conceituada” realizadora e produtora senegalesa Angèle Diabang, que este ano integrou o júri do Festival de Cannes, irá presidir ao júri do Kafuka 2026.

A realizadora e produtora irá apresentar o seu filme “Une Si Longue Lettre”, que será exibido no dia 17 de outubro, seguido de uma sessão de perguntas e respostas.

Outra convidada de destaque é a realizadora ugandesa Patiente Nitumwesiga, autora de “The Woman who Poked the Leopard”, obra que aborda questões particularmente sensíveis da realidade política e social do Uganda. O filme estará em exibição no dia 17 de outubro.

Formação e desenvolvimento profissional

Para além das sessões de cinema, a organização realiza atividades paralelas como o mini-curso “Cinemas Africanos: Histórias, Estéticas e Políticas”, em parceria com a Universidade de Cabo Verde, masterclasses sobre crítica de cinema e cinema africano, conversas abertas e o encontro de profissionais onde decorrerá também o lançamento da plataforma REDE Cinema e Audiovisual PALOP+TL.

Será realizado ainda um Cine-Jantar na residência da Embaixada do Brasil com a exibição do filme “Cadernos Negros”, seguido de um cocktail e de uma conversa com o realizador Joel Zito Araújo.

Kafukinha e Kafuka Teen

Para o público infantil, a edição 2026 do Kafukinha, que decorre nos dias 17 e 18, organiza uma sessão de filmes de Cabo Verde, Angola, Moçambique, Costa do Marfim e Brasil, acompanhadas por atividades de animação e workshops sobre reciclagem e Stop Motion.

Ainda durante o Kafukinha, será realizado o KafukaTeen, com a entrega de prémios e a primeira exibição pública dos filmes desenvolvidos no âmbito do programa “Filma Cabo Verde”.

“É com os olhos postos na futura inclusão de uma secção dedicada exclusivamente ao publico adolescente, o KafukaTeen”, assevera a organização.

Exposições de pintura e fotografia

Conforme a organização, o evento será complementado com duas exposições, uma de pintura pelo artista Joel Monteiro, e uma de fotografia pela artista Keila Fernandes, “reforçando a ligação do Kafuka a outras expressões artísticas para além do cinema”.

Sobre o Kafuka African Film Festival

O Kafuka African Film Festival foi criado com a ambição de iluminar, através do cinema, a diversidade de narrativas africanas, promover o intercâmbio cultural entre diferentes países e comunidades, com foco em Cabo Verde, África e diáspora, e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema cinematográfico em Cabo Verde.

De acordo com a organização, o nome Kafuka remete para um utensílio doméstico tradicional utilizado em Cabo Verde quando o acesso à eletricidade era limitado. Esta referência associa-se à ideia de luz, esperança, resiliência e à própria importância da luz na criação cinematográfica.

O festival é promovido pelo Kuletivu Nhanha, dedicado à promoção das mulheres cabo-verdianas no cinema e no audiovisual.

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