O presidente da CAF, Ahmad Ahmad, disse esta semana que a retoma das competições no continente africano deve aguardar até que a pandemia do COVID-19 seja controlada.
O futebol mundial, na esmagadora maioria, foi suspenso, devido ao surto do novo coronavírus. O futebol africano não foi excepção à regra. A Confederação Africana de Futebol (CAF) suspendeu todas as competições em Março. A situação no continente é complicada e difere muito das realidades na Europa.
Em entrevista à DW, Ahmad Ahmad, confirmou que as competições não serão retomadas, enquanto a situação da Covid-19 em África não estiver controlada. As ligas e taças tinham até 5 de maio para dizer ao órgão dirigente como iriam proceder.
As decisões foram, sem surpresas, muito diversas. A maioria dos países cancelou os campeonatos sem vencedores, despromoção ou promoção. A Mauritânia suspendeu o campeonato até setembro. Já a Tanzânia, tenciona retomar o campeonato, à porta fechada, enquanto o Burundi reiniciará a sua actividade a 1 de junho.
África já travou lutas, recentemente, com outras epidemias, como por exemplo, o surto de ébola, em março de 2014, o período mais mortífero da doença desde a origem detectada em 1976. Durante o surto, a CAF optou por não suspender o futebol. Os jogos nos países onde a epidemia eclodiu foram deslocados, para evitar uma ameaça regional.
Tendo em conta o pesado histórico de surtos, pode-se afirmar que, para já, o continente africano não está a sofrer com a pandemia do coronavírus, como outros continentes.
Apesar das previsões alarmantes sobre os potenciais impactos da crise sanitária, foi levantada a questão de saber se o futebol africano pode regressar.
Em entrevista a DW, o presidente da CAF, Ahmad Ahmad, salientou a diferença de contexto, dizendo que não é fácil tirar conclusões, devido à pequena quantidade de testes realizados.
“Como podemos observar, o rácio de testes que têm sido realizados nestes países é alarmante, porque falta-nos visibilidade na gestão desta pandemia”, afirmou.
Como resultado, a CAF continua a ser cautelosa. Ahmad tem sido claro quanto ao futuro de um provável recomeço do futebol. Para o dirigente máximo do futebol africano, há algo mais importante para o povo africano neste momento.
“Há falta de visibilidade. Temos de esperar. Como presidente, convido todos a terem muito cuidado e a esperarem que a situação normalize, dentro do possível. Para além disso, também não quero que o futebol seja uma fonte de desestabilização para as medidas de precaução tomadas pelos vários governos, na luta contra esta pandemia”, acresentou Ahmad Ahmad.
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