O mercado e algumas ruas de São Filipe estão a ser “inundados” de mangas provenientes de Atalaia, Campanas, Corvo e Achada Grande, zonas de maior produção e que, às vezes, estão a ser comercializadas a um preço mais baixo do habitual.
Segundo A NAÇÃO apurou junto dos agricultores, a produção nem é muito expressiva, sendo de longe inferior a 2016, ano em que registou-se uma grande produção de mangas. No entanto, para Setembro próximo, espera-se novamente, uma grande produção porque, de acordo com os agricultores, “há uma floração bastante forte em todas as mangueiras”, o que significa que, na segunda produção, a quantidade poderá ser ainda superior, caso não ocorra nenhum fenómeno climatérico desfavorável e extraordinário.
A inexistência de unidades de transformação e conservação, mas também as dificuldade nas ligações marítimas com outros mercados nacionais, são razões que preocupam os produtores e comerciantes que se vêm sem alternativas de escoamento dos seus produtos.
O problema, explicou um dos agricultores de Atalaia, zona norte do Concelho dos Mosteiros, é que ainda continuam a deparar com dificuldades no escoamento do excedente de vários produtos para ilhas como Santiago, São Vicente ou, até mesmo, a ilha do Sal.
A ligação com Santiago está sendo assegurada pelos navios Praia d’Aguada e Sotavento e pelo fast ferry, que opera uma vez por semana, ou seja, às sextas-feiras. No entanto, os comerciantes e produtores preferem escoar os seus produtos no fast ferry por ser mais eficiente e por permitir o transporte das viaturas com as mercadorias, o que não acontece com os demais barcos que escalam a ilha.
Por isso, tanto os produtores como as pessoas que estão ligadas à comercialização esperam que o navio fast ferryretome a sua ligação marítima regular nos moldes anteriores à pandemia de Covid-19, isto é, pelo menos, quatro vezes por semana, para fazer o escoamento de mangas e outros produtos.
Refira-se, que com o objectivo de contribuir para uma maior valorização económica da produção de mangas, a associação comunitária de Atalaia (Mosteiros), anunciou recentemente ao A NAÇÃO que está a mobilizar meios para implementar um projecto que, não só visa melhorar a qualidade e quantidade de manga produzida na agricultura de sequeiro, mas também criar uma unidade de conservação e, possivelmente, de transformação de frutas.
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