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Economia

Vice-presidente do MpD afirma que só razões políticas justificam a manutenção do INE “fora do quadro legal”

O vice-presidente do Movimento para a Democracia (MpD, oposição), Olavo Correia, disse hoje que só razões políticas justificam a manutenção do Instituto Nacional de Estatística (INE) “fora do quadro legal”, com “um único elemento” no Conselho de Administração.
“Há mais de quatro anos que a lei dispõe que o INE devia ter um conselho de administração, um vice-presidente, um conselho fiscal e todos os instrumentos de gestão dos recursos humanos aprovados, mas nada disto existe nessa instituição, e é grave”, afirmou.
Olavo Correia, que falava em conferência de imprensa, hoje, na Cidade da Praia, teceu tais considerações quando instado a comentar os dados das contas nacionais divulgados pelo INE na semana passada, indicando uma taxa de crescimento passou de 1%, em 2013, para 2,7%, no primeiro trimestre de 2014.
Apesar de não dizer claramente que os dados não são fiáveis, Olavo Correia salientou que se a lei dispõe que o INE deve ter uma gestão colegial, um conselho de administração, é porque há alguma razão para isto acontecer.
“O Governo está na obrigação de cumprir a lei, se insiste em não cumprir a lei alguma razão existe e essa razão só pode ser de ordem política”, disse, adiantando que há mais garantias de um órgão a funcionar com um órgão colegial do que um órgão unipessoal.
Sobre a justificação dada pelo Governo de que não existe quadros qualificados disponíveis para o efeito, considerou ser um “completo desrespeito” para com os quadros do INE e de todo Cabo Verde.
Em relação à taxa de crescimento económico de 2,7%, que na perspectiva do INE denota a retoma do crescimento da economia cabo-verdiana, o representante do principal partido da oposição salientou que os mesmos confirmam “a estagnação da economia”.
“Nós temos de diferenciar a fotografia do momento e uma tendência, esta dos últimos seis anos que é um crescimento médio de 1%, mesmo considerando os últimos dados apresentados pelo INE, crescimento inferior ao da população, à dinâmica de crescimento que existe hoje na Africa subsariana, na CEDEAO e nos pequenos países insulares”, disse, realçando que Cabo Verde hoje faz parte de “um grupo de países mais lento2 em matéria de crescimento em económico.

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