A problemática dos mil pés está a obrigar os agricultores no Porto Novo a optarem pela transformação dos produtos para contornar o problema do mercado. Por isso, está em perspectiva a construção de, pelo menos, três unidades de transformação agroalimentar neste concelho.
Aliás, um dos centros de transformação, situado em Casa de Meio e co-financiado pela cooperação portuguesa, através da Associação para a Defesa do Património de Mértola, já está em fase adiantada de construção, devendo começar a operar “dentro de pouco tempo”.
O segundo centro vai situar-se no Tarrafal de Monte Trigo e tem já financiamento assegurado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA). As obras devem arrancar ainda este ano no âmbito do projecto de reforço da cultura do inhame nessa localidade.
O delegado do MAA, Joel Barros, adianta que a unidade de transformação vai permitir aos produtores agrícolas no Tarrafal de Monte Trigo transformar os seus produtos, designadamente o inhame, para o mercado nacional.
O outro centro vai ser instalado “brevemente” em Alto Mira, um dos principais vales agrícolas do Porto Novo. A garantia foi dada pelo presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, que explicou que a ideia é aproveitar as instalações do centro de extensão rural dessa localidade para a instalação do espaço de transformação dos produtos agrícolas.
Segundo diz, trata-se de um projecto que vai permitir “trabalhar melhor” a produção agrícola em Alto Mira, apostando na transformação e “agregando valores aos produtos, com vista à conquista do mercado turístico nacional”.
Este projecto responde ainda a um desejo da Associação dos Agricultores de Alto Mira, que tem estado a pedir a instalação de um centro de tratamento e de transformação agroalimentar neste vale.
Para esta associação, este centro pode ajudar a “driblar” o problema de mercado dos produtos frescos, criado pelo embargo imposto aos excedentes agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil pés.
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