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Afeganistão: 3,2 milhões de crianças sub-nutridas até final de 2022

UNICEF (Agência das Nações Unidas para a Infância) estima que, até ao final de 2022, mais de 3.2 milhões de crianças afegãs sejam confrontadas com falta de alimentos e que um milhão possa morrer de sub-nutrição. O Governo Afegão (Pa+is situada na Ásia) está  impotente face a estas previsões.

O Afeganistão tem a taxa de mortalidade infantil mais elevada do mundo desde 2005, segundo dados da UNICEF, citados pelo portal pt.euronews.com.

Nos últimos 16 anos, mais de 28 mil e 500 crianças foram mortas e feridas em conflitos armados, o que equivale a 27 por cento (%) de todas as mortes de crianças, em todo o Mundo.

Até ao final de 2022, o UNICEF estima que 3.2 milhões de crianças sejam confrontadas com falta de alimentos e que um milhão possa morrer de sub-nutrição. O Governo afegão mostra-se impotente face a estas previsões.

“As Estatísticas fornecidas pelo UNICEF não são aceitáveis para nós. No Sector da Saúde foi-nos deixado como legado que 50 em cada mil crianças, com menos de cinco anos de idade, perdem a vida. Infelizmente, não dispomos de um Hospital Especializado e bem equipado no nosso País. Quando entrámos no Afeganistão, o Hospital “Indira-Gandhi” estava em muito mau estado”, lamenta o vice-ministro da Saúde, Abdul Bari Omar.

A pobreza aumenta todos os dias no Afeganistão e as crianças são as principais vítimas desta situação. A UNICEF estima que, no final de 2022, mais de 3,2 milhões de crianças estejam gravemente sub-nutridas.

OMS (também) preocupada

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também levantou preocupações sobre a desnutrição infantil no Afeganistão.

As Nações Unidas sublinharam que a maioria dos afegãos, especialmente em áreas remotas, enfrentam a fome e a má-nutrição, e esta situação tem levado algumas famílias a venderem mesmo os seus filhos.

O UNICEF diz que o Afeganistão já era um dos lugares mais perigosos do Mundo para ser uma Criança, e, durante o ano passado, a situação tornou-se ainda mais desesperada com o conflito, a seca, e a Pandemia de COVID-19 a contribuírem para uma Emergência Humanitária.

O UNICEF está no terreno, no Afeganistão, há 65 anos, com Escritórios em todo o País e uma série de parceiros que o apoiam na Prestação de Assistência aos mais vulneráveis, especialmente as crianças.

A Organização está a aumentar os seus Programas de Salvamento de Vidas para Crianças e Mulheres, incluindo através da prestação de Cuidados de Saúde, Nutrição e Água Potável a Famílias Deslocadas.

Num cenário de conflito e seca, milhões de crianças continuam a necessitar de Serviços Essenciais, incluindo Cuidados de Saúde Primários, Vacinas Salva-Vidas Contra a Poliomielite (Paralisia Infantil) e Sarampo, Nutrição, Educação, Protecção, Abrigo, Água e Saneamento.

O UNICEF sublinha que necessita de Financiamento Urgente, para garantir que os Sistemas de Saúde do País não entrem em colapso.

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