Já foram colocados à venda os bilhetes para assistir ao desfile oficial de Carnaval de terça-feira, 21, à noite, e os preços subiram.
A LIGOC – Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval do Mindelo – já colocou à venda os bilhetes para se assistir aos desfiles de Carnaval, nas bancadas da Rua de Lisboa e Rua Morgado, quer para o desfile do Samba Tropical, na segunda à noite, quer para o desfile dos Grupos Oficiais, na terça-feira, à noite, a partir das 18h30.
Os bilhetes estão mais caros e atingem mesmo os 2.000$00 para o desfile dos Grupos Oficiais, na terça-feira, 21, na Rua de Lisboa, e 1.500$00 na Rua Morgado.
Um dia antes para o Samba Tropical, os bilhetes custam 1000$00 na Rua Morgado e 1500$00 na Rua de Lisboa.
Aumento contestado
O aumento dos preços, tendo em conta a situação financeira do país, e o facto do Carnaval ser tradicionalmente uma “festa do povo”, está a ser muito criticado nas redes sociais.
De notar que a maior fatia da verba do Governo disponibilizada para o Carnaval 2023, foi afecta à LIGOC. Ou seja, quase metade do total do valor disponibilizado de 11.800.000,00 (onze milhões e oitocentos mil escudos cabo-verdianos), cinco mil contos destinam-se a essa liga do Carnaval da ilha do Monte Cara.
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NOTÍCIAS
15 de Fevereiro, 2023 at 16:18
“QUER PARA O DESFILE DO SAMBA TROPICAL…QUER PARA O DESFILE DOS GRUPOS OFICIAIS”.
Essa parte da notícia, do modo como foi redigida, nos diz que o Samba não é um grupo oficial.
Com ela ficamos desinformados pois, pelo que julgo saber, o Samba é um dos seis grupos oficiais. A unica diferença é que o Samba não entra na competição.
Outro aspeto, é o uso deste forçado, descontextualizado e recorrente destaque dado à maior fatia do bolo do financiamento destinada ao carnaval de S.Vicente, que, fazendo uso desta aparente mas afinal bem explícita e objetiva subtileza, procura incitar ao descontentamento por suposto – e neste caso – falso sentimento de injustiça.
Quem conhece a história do carnaval no nosso país sabe-o bem, que não diferenciar S.Vicente, seria não só uma grosseira injustiça, como também uma negação à melhor estratégia para potenciar o país nesta matéria.
E pelo que se vê, tudo indica que, para o próximo ano, em quaisquer e sejam elas quais forem as novas notícias, muito provavelmente irão sempre procurar encontrar uma redação da notícia, que conduza sempre a esse mesmo fim: “insistir no incitamento à instabilidade”.