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São Vicente

São Vicente: Victor da Costa assume direcção do “Baptista de Sousa”

O Hospital Dr. Baptista de Sousa, em São Vicente, passa a ter, a partir desta quinta-feira, um novo conselho de administração. Helena Rebelo Rodrigues deixa o cargo de PCA em silêncio, passando a nova equipa a ser liderada por Victor Moreira da Costa, um médico com vários anos de estrada, com passagem pela administração do “Agostinho Neto”, na cidade da Praia.

Além de Victor Moreira da Costa o novo Conselho de Administração do Hospital Baptista de Sousa (HBS) integra, igualmente, Paulo de Pina, Nilza Delgado, Laurinda Brito e Cátia Costa. A nova equipa foi empossada no dia 27 de novembro, pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo.

O novo PCA do “Baptista de Sousa” é médico de carreira com vários anos de estrada. O mesmo chegou a integrar a administração do Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia, o maior estabelecimento hospital do país.

Saída discreta

A ora exonerada Helena Rebelo Rodrigues encerra funções após três anos de mandato, marcados por limitações e desafios, e a sua saída (discreta) indicia a falta de resultados concretos. A sua exoneração, publicada na segunda-feira no Boletim Oficial, surpreendeu a comunidade médica e hospitalar de São Vicente.

Rebelo Rodrigues e os seus pares foram empossados em Junho de 2023, pela então ministra da Saúde, Filomena Gonçalves, num ambiente pouco ou nada saudável, tanto assim que os elementos da anterior administração não compareceram ao acto de investidura dos seus sucessores. A morte de bebés prematuros criou uma onda de insatisfação que acabou por ditar a queda da médica Ana Margarida Brito e de quase todos os elementos da sua administração. Desse colectivo apenas Helena Rebelo sobreviveu.

Velhos problemas

Como todos os hospitais de Cabo Verde, o “Baptista de Sousa” padece de vários problemas, que passam pelo nível de atendimento dos seus utentes, como também da sua própria gestão administrativa. Recentemente, A NAÇÃO reportou que a confecção de alimentos é feita fora do recinto hospital, num local distante, elevando os custos de produção de alimentar.

Aliás, ao que soubemos, a saída ou a queda da anterior administração ocorre numa altura em que um dos sindicatos que actua no sector da saúde ameaça entrar em greve para ver resolvidas velhas pendências que afectam a vida dos trabalhadores do HBS.

O Governo, como é tradição, já anunciou que o objectivo é criar condições para o “bom funcionamento” do HBS, o segundo mais importante hospital do país, depois do HUAN, cobrindo as ilhas de Barlavento.

Na prática, o discurso oficial repete um velho mantra do “bom funcionamento”, sem especificar, contudo, o que isso significa e nem o prazo para essa meta, enquanto os corredores do HBS continuam cheios, as listas de espera longas, os equipamentos insuficientes e os utentes cada vez mais descrentes. Sem falar na falta de pessoal médico, principalmente, em certas especialidades há anos por preencher.

João A. do Rosário

Publicado na Edição 952 do Jornal A Nação, de 27 de Novembro de 2025

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