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Ataque dos EUA na Venezuela: Trump afirma que Nicolás Maduro foi capturado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na manhã deste Sábado, 3 de Janeiro, que os norte-americanos atacaram a Venezuela e que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea. Rússia e Irão já condenaram o que consideram um “acto de agressão armada”

“Os Estados Unidos da América levaram a cabo com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, foi, juntamente com a sua esposa, capturado e retirado do país por via aérea”, escreveu Donald Trump na rede social Truth Social.

Meios de comunicação estrangeiros retama que foram ouvidos e vistos na capital venezuelana, Caracas, explosões, ruídos altos e colunas de fumo nas primeiras horas da manhã deste Sábado, 3 de Janeiro. A zona sul da cidade, perto de uma importante base militar, terá ficado sem eletricidade.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, disse num vídeo divulgado na madrugada de Sábado, que a o país “resistirá à presença de tropas estrangeiras “. Pouco tempo depois, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez afirmou num áudio à TV estatal que o Governo não sabe o paradeiro de Maduro e da sua esposa.

Rússia condena “acto de agressão”

Do lado dos apoiantes do regime de Maduro, a Rússia disse estar “profundamente preocupada e condenou o “acto de agressão armada” dos EUA contra a Venezuela, afirma o Ministério das Relações Exteriores de Moscovo.

“Agora é importante evitar uma escalada adicional e concentrar-se em encontrar uma saída para a situação através do diálogo”, referiu em comunicado, adiantando que a América Latina deve continuar a ser uma zona de paz e a Venezuela deve ter o direito de determinar o seu próprio destino, sem qualquer intervenção militar destrutiva do exterior “.

O Irão, aliado da Venezuela, condenou o ataque militar dos EUA à Venezuela “como uma violação flagrante da sua soberania nacional e integridade territorial”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano apelou ao Conselho de Segurança da ONU para “agir imediatamente para deter a agressão ilegal” e responsabilizar os culpados.

Líderes da oposição venezuelanos recusam comentar ataques

A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, bem como o antigo candidato presidencial da oposição Edmundo González Urrutia escusaram-se a comentar para já os ataques aéreos contra a Venezuela atribuídos aos Estados Unidos.

“Neste momento, não há uma declaração oficial sobre os factos relatados na Venezuela. Qualquer informação confirmada será divulgada oportunamente pelos canais oficiais”, afirmou o porta-voz oficial de ambos os opositores na rede social X.

Laureada com o Nobel da Paz no ano passado, Maria Corina dedicou o prémio ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio à causa da oposição, e afirmou que a maior homenagem a Alfred Nobel, o magnata sueco criador da distinção, será garantir a “transição para a democracia” na Venezuela.

Embaixada de Portugal em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, depois do Brasil.

“A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas”, lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela.

Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram “canais destinados a situações urgentes”, nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, “reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência” dos cidadãos nacionais.

O Governo português está “a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto”, disse à Lusa uma fonte do Executivo. De acordo com a mesma fonte, as autoridades portuguesas estão em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus.

C/Agências internacionais

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