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Uma liderança exigente para tempos decisivos

Por: Francisco Grácio Gonçalves*

Num tempo em que a política parece cada vez mais reativa, dominada pela lógica do imediato, pelo comentário permanente e pelo tumulto mediático, torna-se essencial recuperar uma dimensão que a democracia não pode dispensar: a exigência! Exigir que o Estado funcione, que as instituições respondam e que o futuro não continue a ser adiado em nome do curto prazo.

Não é por isso que Portugal necessite de alguém que procure protagonismo fácil na comunicação social, nas redes sociais ou que molde o seu discurso à lógica volátil de um simples algoritmo. Num contexto em que a visibilidade muitas vezes substitui a substância, essa postura pode ser interpretada como fragilidade.

O que verdadeiramente importa é sabermos que podemos contar com um Presidente da República capaz de exercer a função com equilíbrio, discernimento e sentido de Estado, qualidades que não se medem em populismos mediáticos, visualizações ou partilhas, mas na capacidade de garantir estabilidade institucional, respeito pela Constituição e responsabilidade democrática.

Portugal chega a este momento depois de mais de cinquenta anos de democracia e de décadas de integração europeia que moldaram profundamente o país. Esses ciclos trouxeram conquistas inegáveis, mas não garantem, por si só, que o caminho continue a ser de progresso partilhado. Hoje, exigem vigilância democrática, liderança institucional e capacidade de antecipar riscos num mundo marcado por instabilidade internacional, transformações tecnológicas aceleradas e tensões sociais persistentes.

Também a partir de Cabo Verde, e em particular da Cidade da Praia, acompanhamos com atenção estes desafios. A comunidade portuguesa residente no arquipélago, profundamente integrada na vida económica, social e cultural do país, vive com especial interesse a necessidade de uma Presidência da República que valorize o diálogo, respeite a diversidade e compreenda a importância estratégica das comunidades portuguesas no exterior.

A Presidência da República não é um cargo decorativo nem um espaço de comentário político. É uma função de equilíbrio, de exigência constitucional e de representação do interesse nacional. Num sistema político frequentemente pressionado por decisões de curto alcance, o papel do Presidente torna-se ainda mais decisivo como garante de consensos fundamentais e de uma visão de longo prazo.

É neste contexto que António José Seguro se afirma como um candidato de seriedade, moderação e responsabilidade. Não para governar, mas para exigir que quem governa o faça com respeito pelos limites constitucionais e atenção às vidas concretas das pessoas. O seu percurso, marcado pelo trabalho, pela humildade e pela dedicação ao serviço público, revela consistência e compromisso.

Os desafios que Portugal enfrenta, na saúde, na habitação, no não aproveitamento de jovens qualificados, no combate às desigualdades e na coesão territorial, não se resolvem com eloquências eleitorais nem com promessas fáceis. Exigem visão estratégica, capacidade de mobilização e um Presidente que saiba chamar a atenção para o que é estrutural, mesmo quando isso não gera um aplauso imediato.

António José Seguro tem sido igualmente claro na defesa dos direitos políticos da Diáspora, na valorização da rede consular e na promoção da língua e da cultura portuguesas. A sua visão inclui os portugueses que vivem fora do território nacional, nomeadamente a comunidade portuguesa residente em Cabo Verde, cuja ligação a Portugal deve ser reforçada através de participação cívica efetiva e de instituições que funcionem em pleno. E é isto que defende no seu Manifesto para as Comunidades Portuguesas.

Num tempo de polarização, desinformação e ruído, exigir rigor, verdade e sentido de serviço público é também um ato político. A eleição presidencial deve servir para reforçar equilíbrios, proteger a democracia e preparar o futuro, não para aprofundar divisões nem concentrar poder.

Estará Portugal preparado para uma liderança que privilegie a exigência democrática, o equilíbrio institucional e o sentido de Estado?

Com António José Seguro, eu estou SEGURO que garantidamente: Sim!

 

Manifesto Presidencial José Seguro

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Francisco Grácio Gonçalves
*Mandatário em Cabo Verde da candidatura de António José Seguro
à Presidência da República

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