O Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, refuta a informação da falta de gases anestésicos no Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na cidade da Praia, assegurando que tanto o Hospital Central como a EMPROFAC, dispõem de um stock de reserva destinado a responder às cirurgias urgentes. Segundo Jorge Figueiredo, as cirurgias eletivas foram reduzidas ou temporariamente suspensas como medida de gestão preventiva.
Através da página oficial do Governo, Jorge Figueiredo esclarece que a obrigação a esta gestão de stock se deve ao impacto das últimas tempestades que abalaram Portugal e que impediu a chegada do barco com os anestésicos que são fornecidos pela EMPROFAC.
“Os gases anestésicos pela sua perigosidade não podem ser transportados pela via aérea, por isso, até chegar pela via marítima, o Hospital Central é obrigado a fazer uma gestão rigorosa e correta dos gases anestésicos para garantir as cirurgias urgentes que têm de ser feitas”, explicou o ministro.
Questionado sobre como serão reprogramadas as cirurgias, o Ministro da Saúde respondeu que as cirurgias normais serão reduzidas ou suspensas até uma nova programação das escalas, que serão feitas mediante as avaliações e critérios médicos.
Abordagem mais responsável
Jorge Figueiredo desdramatiza a situação, afirmando que são coisas que acontecem, exemplificando com atrasos nas chegadas de vacinas e medicamentos. Da mesma forma, disse, também estamos sujeitos a ter atrasos de chegadas de anestésicos, onde a complexidade é maior quando há ameaça das mudanças climáticas. Por isso, apela a uma abordagem mais responsável evitando preocupações desnecessárias.
Jorge Figueiredo reafirma que o Hospital Agostinho Neto, a EMPROFAC, o Gabinete dos Assuntos Farmacêuticos e o Ministério da Saúde estão a seguir o processo com o cuidado necessário, em contacto permanente com a empresa fornecedora e garante de que todo o material está no barco com previsão de chegar a qualquer momento a Cabo Verde.



