O Festival Internacional de Dança e Artes Performativas Kontornu, vai expandir-se para o município de Águeda, em Portugal, na sua quarta edição agendada para os dias 27, 28 e 29 de março, no Centro de Artes de Águeda. Um passo que, segundo a organização, marca o início da internacionalização da plataforma cultural criada em Cabo Verde. Em Cabo Verde a 4ª edição do Festival Kontornu decorrerá entre os dias 11 e 16 de maio
A extensão internacional do festival representa, segundo Djam Neguin, um novo momento de crescimento do Kontornu, que desde a sua criação se tem afirmado como um espaço de encontro entre criação artística, pensamento crítico e transformação social.
Com uma programação que promove “o diálogo entre África, Europa e Américas”, o festival tem vindo a consolidar-se, segundo a organização, como uma plataforma de referência, reunindo artistas, curadores e públicos de vários países e promovendo intercâmbios artísticos e formativos.
Primeira extensão além-fronteiras em paralelo com o Kriol Jazz Festival
A quarta edição inaugura assim um polo europeu, através de uma parceria com o município de Águeda, reforçando as ligações culturais e históricas entre Portugal e Cabo Verde e incentivando a mobilidade artística no espaço lusófono.
A iniciativa decorrerá em paralelo com o Kriol Jazz Festival, criando uma janela cultural atlântica onde dança, música e pensamento contemporâneo se cruzam.
Programação
A programação em Águeda inclui atividades formativas e artísticas que “refletem a diversidade de linguagens e geografias presentes no festival”. Estão previstos workshops conduzidos por artistas internacionais, como Jalane, de Moçambique, dedicado à dança afro-contemporânea, e Inês Vooduness, com foco no kuduro.
O programa contempla ainda espetáculos para o público infantil, entre eles “Buluku”, criação de Djam Neguin, de Cabo Verde, bem como apresentações de artistas convidados, como Dinis Quilavei, de Moçambique. Durante as noites, o Centro de Artes de Águeda recebe performances de curta duração com participações de Lucieny Kaabral e Wura Moraes.
“Os workshops abordam práticas afro-diaspóricas e afro-urbanas, explorando relações entre movimento, identidade e memória cultural, dirigindo-se tanto a profissionais como a participantes com ou sem experiência prévia, em linha com a missão do festival de democratizar o acesso à cultura e promover o envolvimento comunitário”, lê-se ainda no comunicado.
Depois da passagem por Portugal, a quarta edição do Festival Kontornu regressa a Cabo Verde, onde decorrerá entre 11 e 16 de maio, “reafirmando o país como centro da identidade e do pensamento curatorial do evento e como espaço de encontro internacional das artes performativas”.
A organização finaliza salientando que, com esta expansão, o festival reforça a missão de criar pontes culturais, promover a mobilidade artística e posicionar a dança e as artes performativas como ferramentas de diálogo, reflexão e construção de futuro.



