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Após mais de duas décadas de ausência: Taça Amílcar Cabral está de volta

A competição, conquistada em 2000 por Cabo Verde, está de volta e deve ser disputada ainda em 2026. A Taça Amílcar Cabral vem substituir o CHAN (Campeonato Africano das Nações para jogadores residentes), será disputado de dois em dois anos e foca exclusivamente no talento local.

O anúncio foi feito pela União de Futebol da África Ocidental (WAFU Zona A), que promete revitalizar o futebol interno da WAFU, zona que inclui os vários países que integram a CEDEAO, entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau, Senegal, entre outros. 

A competição foi disputada entre 1979 e 2007, com o Senegal a liderar o palmarés da competição com oito títulos, seguido da Guiné-Conacri com cinco, Mali com três, Serra Leoa com dois e Cabo Verde com um título.

A última edição do torneio ocorreu em 2007, embora o cancelamento oficial só tenha vindo em 2010. Na altura, a edição de 2009 foi remarcada de Novembro daquele ano para Março de 2010 e viria a ser cancelada para nunca mais ser realizada.

Com o anúncio da WAFU, as federações nacionais têm o desafio de preparar as suas seleções de atletas residentes para o regresso da prova, previsto para ainda este ano de 2026.

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Segundo a União de Futebol da África Ocidental, a prova passará a ser realizada de dois em dois anos e assumirá o lugar do extinto CHAN (Campeonato Africano das Nações para jogadores residentes) e tem como O grande objetivo valorizar os atletas que atuam nos campeonatos domésticos, “servindo de montra para o talento que ainda não deu o salto para o estrangeiro”.

Anteriormente, nas 19 edições entre 1979 e 2007, a Taça Amílcar Cabral era realizada anualmente.

Taça Amílcar Cabral é um dos dois únicos títulos da selecção

A Taça Amílcar Cabral é recordada pelos adeptos cabo-verdianos como um dos dois títulos da história do séniores dos Tubarões Azuis, a par da Taça 1º de Maio, conquistado em 1978, derrotando um misto regional da Guiné-Bissau por 4-1, com dois golos de Robão, um de Djoy e um de Armandinho, em partida disputada na Guiné-Bissau no torneio em celebração ao dia dos trabalhadores.

Na final da Taça Amílcar Cabral de 2000, frente ao gigante Senegal, Cabo Verde venceu por uma bola a zero no mítico Estádio da Várzea, com golo de Toy d´Sal.

De acordo com o livro “Nas rotas dos Tubarões Azuis: 40 anos de história da Seleção Nacional”, de Santa Clara (pseudónimo de José Mário Correia), as selecções participantes na XVI edição da Taça Amílcar Cabral foram Cabo Verde, Senegal, Serra Leoa e Gambia, no grupo A, a disputra jogos no Estádio da Várzea.

A poule B jogaria no Estádio Adérito Sena, em São Vicente, e era constituída pelas congéneres do Mali, Guiné-Conakri, Mauritânia e Guiné-Bissau.

Cabo Verde ainda voltou a disputar uma final da competição, em 2007, a última edição antes de ser cancelada, mas perdeu frente ao Mali por 1 – 2.

Óscar Duarte

Óscar Duarte contente com a notícia do regresso da Taça Amílcar Cabral

Óscar Duarte, treinador que conduziu Cabo Verde à conquista da única Taça Amílcar Cabral da história do país, diz que a reactivação desta competição constitui uma “boa e grande notícia”.

À CV Sports Limpo, Duarte diz que a competição representou muito a dada altura para o futebol cabo-verdiano, pois era a única competição internacional em que o Combinado Nacional tomava parte.

O antigo treinador diz ainda que treinar a equipa nacional naquela altura não era fácil, tendo em conta as limitações e dificuldades vividas nesse tempo, mas diz ter sido uma missão que recorda com paixão e satisfação, coroada com a conquista da 1ª Copa Amílcar Cabral na edição do ano de 2000.

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