A classe dos taxistas da cidade da Praia reagiu ao incidente que envolveu turistas e um profissional do sector na ilha do Sal, recentemente, lamentando o incidente. Em uma manifestação, estes profissionais lamentam o incidente e repudiam qualquer tipo de comportamento violento contra trabalhadores que exercem funções de serviço público.
Segundo os taxistas, o colega envolvido terá sido vítima de agressões físicas, numa situação que consideram “humilhante”, sobretudo por ocorrer no exercício da sua atividade profissional.
Os taxistas defendem que o interior de um táxi deve ser respeitado como o espaço de trabalho do condutor, sublinhando que o desrespeito por parte de passageiros tem sido recorrente.
Classe pede proteção institucional
Os profissionais dizem sentir-se frequentemente menosprezados, tanto por cidadãos nacionais, como por visitantes estrangeiros, denunciando situações de desrespeito que, em alguns casos, chegam à agressão física.
Questionam, neste sentido, se, pelo facto de serem prestadores de serviço, são obrigados a tolerar maus-tratos por parte dos passageiros?
A classe apela, assim, à intervenção das autoridades competentes, nomeadamente do Ministério da Administração Interna, do Ministério Público e do Ministério do Turismo, solicitando maior proteção institucional e medidas que garantam a segurança e dignidade dos profissionais do setor.
Os taxistas alertam ainda para o impacto que eventuais sanções administrativas, como a retirada da carteira profissional, podem ter na vida dos condutores, muitos dos quais são chefes de família e dependem exclusivamente da atividade para o sustento do agregado familiar.
Recorde-se que, segundo a Polícia Nacional, o taxista envolvido no incidente pode perder a sua habilitação profissional.



