O Tribunal da Comarca da Brava decretou, sexta-feira, 27, como medidas de coacção, a apresentação periódica às autoridades e a permanência no país ao ex-autarca Francisco Tavares, indiciado pelos crimes de tráfico de influências e corrupção activa alegadamente cometidos durante o exercício das suas funções na autarquia bravense, de 2020 a 2024.
A mesma medida de coacção foi aplicada ao ex-secretário Andrezito Varela e ao empreiteiro Ideal Louro, também constituídos arguidos no mesmo processo.
Além das medidas de apresentação periódica e interdição de saída do país, o tribunal determinou a proibição de contacto entre os arguidos, no âmbito do processo que continua a seguir os seus trâmites legais.
O ex-Presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, é suspeito da prática dos crimes de tráfico de influência e corrupção activa, alegadamente cometidos durante o exercício das suas funções na autarquia bravense, de 2020 a 2024.
A Procuradoria notificou, inicialmente, os membros da antiga equipa camarária para comparecerem, no dia 27 de fevereiro, no Tribunal da Comarca da Brava, com o objectivo de prestarem declarações e responderem a questões relacionadas com o referido processo.
Entretanto, a audição foi adiada para os demais notificados, tendo sido ouvidos apenas os três detidos.
À saída do tribunal, Francisco Tavares afirmou que irá reagir posteriormente ao caso.
Operação de busca e apreensão na residência de Francisco Tavares
Recorde-se que no passado dia 23 de fevereiro a Procuradoria da Comarca da Brava realizou uma operação de busca e apreensão na residência do antigo presidente da câmara municipal, Francisco Tavares, bem como na casa do empreiteiro Ideal Louro.
Durante a operação, as autoridades procederam à apreensão de computadores, documentos, telemóveis, entre outros materiais considerados relevantes para o processo em curso.
No dia 26 de fevereiro, o antigo presidente da Câmara Municipal da Brava foi detido pelas autoridades policiais e ficou sob custódia na esquadra local, juntamente com o ex-secretário Andrezito Varela e o empreiteiro Ideal Louro.
As investigações prosseguem sob responsabilidade das autoridades judiciais competentes.
C/ Inforpress



