
Em Santo Antão, quando se quer reafirmar a esperteza de alguém, costuma-se dizer que a pessoa “en de mjá né nhém”. Uma pessoa com “oi vive ne Melon”, diria um sanvicentino. Entretanto, parece que andamos todos a “mijar no inhame”, quando um produtor é obrigado a vender esse mesmo inhame, natural, saudável e de alto valor nutricional – a 80 escudos/kg no mercado local e não o consegue colocar no mercado nacional, por causa de uma quarentena imposta há mais de 40 anos e que, ao que parece, ninguém está interessado a resolver. Enquanto isto, o país anda a importar milhares de toneladas, pelo valor médio alfandegário de 300 esc/kg e no mercado da Praia, por exemplo, um kg de inhame custa 800 escudos, quase o preço da carne. Como diria o outro, “dôd ê kmida de sébid!” Cabo Verde no seu melhor.



