O problema da dependência dos jovens dos ecrãs (telemóveis, tablets) já é mundial, inclusive em países pequenos como Cabo Verde. Em São Paulo, no Brasil, um centro de tratamento de saúde mental voltou-se para uma linha de cuidados para o tratamento de dependências digitais. Esta é orientada para jovens e adultos que fazem um uso excessivo e prejudicial das tecnologias, em especial nas redes sociais e jogos online.
Rapidez da disseminação das novas tecnologias e o seu uso descontrolado afecta famílias, crianças, adolescentes e mesmo adultos, que em pouco tempo se veem perdidos no vício.
A dependência dos telemóveis é tal que para muitos o aparelho é visto quase como uma extensão da mão do utilizador. Se o seu uso tem inegáveis vantagens, quando feito de forma equilibrada e saudável, o excesso poderá levar a patologias, segundo psiquiatras, levando os filhos a brigarem com os pais, incluindo a violência física, quando estes tentam retirar-lhes os aparelhos para controlar o seu uso.
Já são vários os vídeos que circulam nas redes sociais de situações de verdadeiro desespero revelados por jovens, que reagem tal qual os casos de dependência de drogas químicas, como violência e descontrolo total das emoções. O Elibré, o centro de tratamento, criou o programa após identificar o aumento do número de pessoas doentes e internadas por causa do uso excessivo da tecnologia, para além da falta de especialistas nesta área.
Um dos sócios deste centro de tratamento deu o exemplo de adolescentes que chegam a usar fraldas descartáveis para não terem de interromper o jogo para ir à casa de banho. O programa propõe-se a receber jovens e adultos que usam os ecrãs com mais frequência do que o normal, já numa situação de vício, e com impactos negativos nas suas vidas e sem capacidade para travar a situação.
Joaquim Arena
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