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Cultura

Gilda Barros representa Cabo Verde em residência artística em Maputo

A artista cabo-verdiana Gilda “Gildoca” Barros é uma das cinco criadoras que participam,na 5.ª edição da Residência Artística UPCYCLES, que se realiza em Maputo, Moçambique. O projecto desafia artistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a reinterpretar arquivos audiovisuais históricos.

Nascida no Mindelo, Gildoca é muralista e pintora e leva para Moçambique uma obra profundamente ancorada na cultura e na paisagem cabo-verdiana.

O seu percurso artístico, conforme nota chegada a esta redacção, tem-se distinguido pela forma como dialoga com a memória coletiva, as vivências urbanas e as narrativas populares de Cabo Verde.

A artista junta-se aos moçambicanos Mário Cumbana, Thandi Pinto e Délfio Muholove, e à angolana-alemã Maresa Nzinga Pinto, num encontro que promete fazer ecoar as vozes e imagens adormecidas nos arquivos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

A residência, que já vinha sendo desenvolvida numa fase inicial à distância, ganha agora corpo com o encontro presencial na capital moçambicana, onde os cinco artistas vão trabalhar de forma colaborativa durante as próximas semanas.

Objectivo da UPCYCLES 

O objetivo do UPCYCLES é desafiar os criadores a mergulharem em fundos documentais históricos – muitos deles dispersos, pouco explorados ou marginalizados – e a recriá-los a partir de linguagens contemporâneas, cruzando fotografia, pintura, instalação, som e outras práticas artísticas.

“Os arquivos têm histórias que ainda não foram contadas, ou que foram contadas apenas de uma forma. A nossa missão é perguntar o que é que essas imagens nos dizem hoje e como é que nós, artistas, podemos dar-lhes novas vidas”, afirmou a artista, em declarações à imprensa moçambicana.

“Poder estar aqui, em Maputo, ao lado de artistas de outros PALOP, é uma oportunidade única para trocar olhares, partilhar memórias e trazer um pouco de Cabo Verde para este diálogo”, declarou.

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