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Brava: Preço do cimento dispara de 1.265 para 1.500 escudos

Os empreiteiros na ilha Brava manifestaram preocupação face ao recente aumento do preço do cimento, que passou de 1.265 escudos para 1.500 escudos, considerando a subida exagerada e com possíveis impactos negativos no sector da construção civil. A distribuidora de cimento na ilha Brava, Dina Vicente, aponta para um aumento aplicado pela empresa fornecedora Cimpor.

Em declarações à comunicação social, o empreiteiro António Alves afirmou que a alteração poderá trazer prejuízos, sobretudo para obras já orçamentadas, e em curso, com base no preço anterior do material.

Segundo o mesmo, enquanto os novos orçamentos poderão refletir o aumento, a principal preocupação recai sobre os contratos já firmados.

“Agora estão em causa as obras que já estão em curso, feitas com base no preço antigo do cimento”, sublinhou.

Alves criticou ainda a forma como o aumento foi implementado, defendendo que deveria ter havido comunicação prévia aos profissionais do sector.

Distribuidora na ilha aponta para um aumento aplicado pela empresa fornecedora

Segundo o empreiteiro, a explicação avançada pela distribuidora de cimento na ilha Brava, Dina Vicente, aponta para um aumento aplicado pela empresa fornecedora Cimpor.

Ainda assim, considera a justificativa insuficiente.

“De uma hora para outra subiram este produto exageradamente, e nós, com obras em andamento, vamos ficar prejudicados. Mil e quinhentos escudos por saco é muito”, reforçou.

Por sua vez, o pedreiro Euclides Garcia partilha da mesma opinião, alertando que a subida terá reflexos diretos no custo das construções.

Agravamento das dificuldades do sector

Segundo afirmou, este aumento repentino agrava ainda mais as dificuldades no sector.

“Nas outras ilhas existem diversos fornecedores de cimento e há mais opções. Aqui é apenas um fornecedor, o que faz com que o preço seja sempre mais elevado. Com esta subida, os custos aumentam ainda mais”, explicou.

O profissional acrescentou que, apesar de ainda existirem alguns trabalhos em curso, a incerteza quanto à evolução dos preços preocupa os trabalhadores.

“Temos alguns trabalhos, sim, mas com esta subida não sabemos o que poderá acontecer no futuro, pois o preço é um pouco exagerado”, concluiu.

Recorde-se que a ilha Brava passou quase dois meses sem cimento e só recebeu cerca de três mil sacos de cimento no passado dia 10 de Março.

Na altura, conforme noticiado pelo A Nação Online aqui, a empresa distribuidora de cimento na ilha Brava, Dina Vicente, passou a vender os sacos de forma racionada aos compradores.

Cada comprador só poderá adquirir entre 15 a 20 sacos, numa tentativa de permitir que mais pessoas tenham acesso ao produto.

C/ Inforpress

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