O produtor do festival açoriano, Burning Summer, Filipe Tavares, destacou hoje a importância do Atlantic Music Expo (AME) como um espaço estratégico para profissionais do setor cultural e musical.
Presente em mais uma edição do evento, Filipe Tavares sublinhou o caráter produtivo do AME, que permite, em poucos dias, assistir a cerca de 35 atuações e estabelecer contactos relevantes para futuros projetos.
Segundo o produtor, o AME é uma oportunidade única para programadores e diretores artísticos conhecerem novos talentos e reforçarem parcerias internacionais.
Filipe Tavares fez estas declarações durante um encontro com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, com os delegados e artistas participantes do Atlantic Music Expo 2026, no Salão de Banquetes do Palácio do Governo.
Burning Summer aposta em artistas de Cabo Verde
O responsável revelou ainda que o festival Burning Summer, realizado nos Açores, mantém uma forte ligação com Cabo Verde, integrando regularmente artistas cabo-verdianos no seu cartaz. Para a próxima edição, está já confirmada a presença de uma cantora cabo-verdiana de renome, podendo juntar-se outros nomes descobertos durante o AME.
Além disso, destacou o papel do festival na valorização da comunidade cabo-verdiana residente nos Açores, promovendo a sua cultura junto daqueles que nem sempre têm a oportunidade de regressar ao país de origem.
Organização do evento de parabéns
Quanto à organização do AME e do festival associado, Tavares considera que o formato atual é equilibrado e eficaz, alertando que um eventual crescimento excessivo poderia comprometer a qualidade do evento.
Elogiou ainda a receção e o trabalho das equipas envolvidas, reforçando o interesse contínuo em participar nas próximas edições.
Por seu turno, o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, reiterou que esta edição do AME representa mais um contacto e ponte entre Cabo Verde e vários países da Europa, da África e das Américas.
Cleidiane Tavares

