O interesse de Karina pelo crochê surgiu ainda na adolescência, ao observar uma criança mais nova a trabalhar com uma simples agulha de ferro e linhas de saco. A imagem despertou curiosidade e começou a aprender sozinha, por volta dos 14 a 15 anos, e, aos 16, teve a oportunidade de frequentar uma formação que consolidou as suas bases.
Actualmente, com 22 anos, o crochê deixou de ser apenas um passatempo para se tornar também uma fonte de rendimento de Karina. “Não foi uma escolha pelo dinheiro, mas sim pela tranquilidade e paz que encontrei no crochê”, conta.
Durante muito tempo, produzia peças para si, amigos e familiares. Na casa da mãe, os trabalhos estavam por todo o lado, despertando o interesse de quem visitava e muitas vezes acabavam por ser oferecidos.
Hoje, Karina recebe diversas encomendas, com destaque para saias, blusas e biquínis, sobretudo nas cores da bandeira de Cabo Verde, que têm tido grande procura. A artesã afirma conseguir fazer praticamente tudo em crochê, desde roupas para crianças e adultos até chinelos.
Apesar do crescimento, aponta desafios, como a dificuldade em encontrar linhas de todas as cores no mercado. Na sua opinião, o artesanato ainda precisa de mais apoio e divulgação, sobretudo no que diz respeito ao crochê.
As vendas são feitas maioritariamente por encomendas, com presença nas redes sociais. Karina diz que já recebeu convite para participar numa feira, mas admite que, na altura, ainda não estava preparada. Como plano futuro, ambiciona abrir a sua própria empresa e criar um ateliê onde possa expor os seus trabalhos.
E ela finaliza com uma mensagem de incentivo sobre o ofício:
“Quem ama o crochê deve continuar a criar e a espalhar esse amor, porque neste ramo é preciso paixão para seguir em frente.”

