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Economia

Polémica sobre aumento das tarifas domésticas: Silêncio táctico entre AAC e TACV

Vários dias depois de a Agência de Aviação Civil (AAC) ter suspendido o aumento das tarifas domésticas da TACV, estranhamente, os novos preços continuam em vigor e o braço-de-ferro entre as duas instituições parece ter sido transformado agora num “silêncio táctico”… amigável. Até que tudo se resolva.
Estalada a “guerra” entre a AAC e a TACV, desde a semana passada que essas duas entidades se fecharam em copas. Isto depois de essa agência reguladora ter defendido publicamente que ia usar todos os recursos para obrigar aquela transportadora a repor as tarifas que vigoravam anteriormente, uma vez que se tratava de uma decisão “unilateral”, e que a agência não tinha sido auscultada, conforme exige e prevê a lei.
Isso quando Octávio Oliveira, administrador da AAC, recorde-se, ter admitido que a agência já tinha avançado com um processo de contraordenação contra a TACV, numa coima que poderia ir de 300 mil escudos a três mil contos. Mais, esse responsável chegou mesmo aventar uma possível “cessação de voar”, caso as ordens da AAC não fossem acatadas.
Volvidos vários dias, o certo é que, segundo informações recolhidas por este jornal, a TACV e a AAC têm estado em negociações, à porta fechada, para ver se chegam a um “acordo de cavalheiros”, para tentarem “normalizar a situação”, o mais breve possível. Por isso mesmo, o PCA da TACV, João Pereira Silva disse ao A NAÇÃO que só fala à imprensa “quando estiver tudo resolvido”.
Porém, uma fonte bem posicionada garante que o comportamento da TACV não caiu bem junto do Governo, dizendo que “a TACV devia acatar o que a agência diz” em respeito institucional ao que aquela agência representa.
Praia-Providence
Mas não é só o aumento das tarifas domésticas que está a causar mal-estar na companhia e sociedade cabo-verdiana. A mudança do voo de Praia–Boston para Praia–Providence, cujo voo inaugural aconteceu esta terça-feira, 2, é outra medida que tem gerado críticas, inclusive na comunidade cabo-verdiana nos EUA, embora haja vozes que se mostrem a favor também. O certo é que essas críticas, uma vez mais, parecem não estar a surtir efeito junto de João Pereira Silva.
“Não somos amadores, não agimos de ânimo leve. Usamos metodologias de outras companhias experientes no mundo e vamos monitorizar a nova rota para ver o que acontece”, disse ao A NAÇÃO, para refutar as críticas sobre a mudança do voo de Boston para Providence.
“A nossa expectativa é que tudo corra bem, mas se a mudança mostrar maus resultados não teremos problemas em mudar. Mas, até lá, tenham paciência, deixem-nos tentar”.
Cirúrgico e irónico nos seus comentários, o PCA da TACV entende que em Cabo Verde há gente em demasia a comentar sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo não entendendo nada do que pretensamente se critica ou analisa. “Já é hora também de responsabilizar as pessoas pelas críticas que fazem”, defende.
NOVAS TARIFAS
Recorde-se que a TACV avançou com as novas tarifas, para entrarem em vigor a 2 de Junho, dando conta de uma redução de 25%, para vendas antecipadas até 15 dias antes da viagem. Por exemplo, na rota São Vicente-Sal (ou Praia) o bilhete passou a custar 9.599 escudos; já São Vicente-São Nicolau, 8.799$00; Praia-Maio 5.999$00 e Praia-Fogo, 6.499$00.
Contudo, se esperar para comprar o bilhete com sete dias antes, as viagens de ida e volta passam a custar em média o  preço normal de 15 mil 049 escudos. Já para compras até três dias antes do início da viagem, os preços sobem para 20 mil 049 escudos, mas, a partir daí o preço sobe para 23 mil 049 escudos.
Em comunicado de imprensa, a companhia alegou na altura que as novas medidas servem para “estimular e permitir às pessoas planificarem e viajarem mais, com a vantagem de beneficiarem de uma redução tarifária bastante significativa”.
Estas novas tarifas, apesar da resistência da AAC, continuam em vigor desde então.

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