O psicólogo Jacob Vicente defende que Cabo Verde possui dados que mostram que já é hora de se tomar medidas drásticas, para pôr fim a casos de violação. O mesmo defende a alteração da moldura penal permitindo a castração química ou física, como forma de inibir os prevaricadores.
O especialista, citado pela TCV, a propósito do caso da Eliane, ilha do Sal, Jacob Vicente disse que este acontecimento desencadeia um conjunto de questionamentos, que devem levar a mais ação e menos conversa.
“Este caso da Eliane nos coloca um conjunto de questões. Qual a lógica de uma criança que está a estudar à tarde, vai à educação física de manhã, sozinha, longe de casa e tem de pegar o carro para ir sozinha? Tem que pedir boleia e se calhar a sua família não tem dinheiro para lhe pagar o transporte. Qual a lógica dos pais que na correria podem não ter ninguém em casa para acompanhar a criança até ela pegar o carro para a escola. Transporte escolar é algo que já foi muito debatido”, socializa.
Segundo o mesmo, “isto tudo põe a nu um conjunto de políticas e, se calhar, até de proteção social e, neste caso, a família irá precisar de proteção e esta menina não teve proteção, nem da família, nem da comunidade”.
Número elevado no Sal
Jacob Vicente diz que possui dados que mostram que a ilha do Sal tem um número elevado de abuso sexual contra menores, prostituição infantil entre outros problemas sociais.
Relativamente ao aumento dos casos de violação de menores este psicólogo defende a adoção de medidas drásticas como a castração química, ou física, juntamente com a pena de prisão.
“Eu sou daqueles que defendem a castração, tanto química como física. Com a castração química, o interesse mantém-se e significa que a violação e a tortura pode ser feita de outras formas mas inibe. Países como a França, a Alemanha, a Argentina e a Rússia viram as suas taxas diminuírem de 90% para 2%. Castração física se defende a partir do momento em que é um passo para a castração química que é momentâneo, reincide”, defende.
Neste sentido, Jacob Vicente pede a colaboração de toda a sociedade para que esta questão seja debatida e levada ao parlamento.
“É necessário que este debate venha à arena pública para ser discutido, socializado, por sociólogos, médicos, juristas e várias pessoas a discutir o assunto de forma muito responsável, para depois tomar uma decisão para o Parlamento”, termina.
Recorde-se que a menina Eliane, de 13 anos, foi encontrada morta em Monte Leão, há 3 dias, aguardando-se agora que a autópsia confirme se foi vítima de violação.
C/TCV
PUB
Você precisa estar logado para escrever um comentário Login
Faça o seu comentário
Faça o seu comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.

