Foi transferido para a esquadra de São Filipe, no Fogo, o agente da segunda classe da Polícia Nacional (PN), que alegadamente matou a tiros a esposa na manhã deste domingo, nos Mosteiros.
Citado pela Inforpress, o comandante regional da Polícia Nacional (PN), o comissário Herminio da Veiga, disse que a transferência se deu por uma questão de prevenção, destacando, contudo que, durante o período que esteve no terreno não sentiu que algo poderia acontecer, mas que, por se tratar de um meio pequeno, o agente foi colocado numa outra unidade, neste caso, a esquadra de São Filipe.
O agente será apresentado às autoridades judiciais dos Mosteiros, dentro do prazo de 48 horas, tendo em conta que o suposto crime ocorreu naquele município onde residiam, a vítima e o suposto agressor, que coabitavam o mesmo espaço, já que contraíram casamento há cerca de um ano.
Esse comandante explica que as informações preliminares apontam que por volta das 9h30 de hoje, na sequência de um desentendimento familiar, envolvendo um agente de segunda classe, recém-formado e com quatro a cinco anos de serviço, terá disparado a arma de fogo de serviço, no interior da residência, que acabou atingir a esposa, sendo que a vítima acabou por falecer no local.
A Polícia Nacional ao chegar ao local, Queimada Trás (perto da escola secundária), acrescentou, deparou-se com o agente, que foi detido e a sua arma de fogo de serviço recolhida. O mesmo foi encaminhado para a esquadra dos Mosteiros.
Depois de cumprida as legalidades por parte das autoridades, o corpo foi recolhido e encaminhado para centro de Saúde de Mosteiros, aguardando agora a autópsia, para determinar a causa da morte.
Esse responsável diz que, neste momento, é “prematuro” falar no número de disparos feitos pelo alegado homicida contra a esposa, o que será feito na altura própria, não comentando para já a tese de 3 disparos que circula nas redes sociais.
Hermínio da Veiga aproveitou para endereçar palavras de conforto e sentidas condolências à família da vítima, que deixou filhos que residem nos Estados Unidos, por parte da Polícia Nacional e em nome do Comando Regional do Fogo.
Com relação ao agente, o comissário disse que antes do incidente o Comando da PN não tinha recebido nenhuma denúncia ou queixa contra o mesmo, por parte da vítima ou de outras pessoas, não existindo nada em desabono contra ele na instituição que trabalha.
O mesmo chama atenção das pessoas, sobretudo neste período de festa, para evitar comportamentos como esta ocorrência que envolveu um agente da PN.
“Apelamos para que as pessoas tenham controle emocional e gestão familiar”, disse, ressalvando que se tratam de situações que têm a ver com o comportamento e ultrapassam a própria PN e outras autoridades.
Segundo o comandante regional, é necessária uma reflexão profunda sobre esta problemática que tem estado a acontecer a nível nacional e sobre gestão emocional e familiar entre outras situações.
C/Inforpress
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